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Monogamia, foco e negócios: o impacto da distração emocional no sucesso do seu empreendimento

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*Mário Quirino

O filósofo argentino Darío Sztajnszrajber lançou recentemente uma provocação em seu novo livro, afirmando que a monogamia, mais do que um ideal romântico, teria uma função econômica. Segundo ele, sem a estabilidade emocional de um relacionamento exclusivo, as pessoas não conseguem dedicar tempo e energia suficientes ao trabalho.

A frase pode parecer exagerada à primeira vista. Mas, se você é empreendedor, pare e pense: quantas vezes sua produtividade despencou por causa de dramas emocionais mal resolvidos? Quantas conexões importantes você deixou de nutrir no networking porque estava com a cabeça em outro lugar?
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A questão não é defender ou criticar a monogamia, mas compreender o impacto direto que a presença ou a ausência de foco pode ter nos seus resultados.

Empreendedor distraído é, cedo ou tarde, um empresário falido. No mundo dos negócios, atenção é moeda de alto valor. Um empreendedor que vive constantemente envolvido em dilemas emocionais, buscando validação em múltiplas conexões superficiais, sejam afetivas ou profissionais, acaba se tornando refém do imediatismo e da dispersão.

Você já deve ter visto esse perfil. Alguém que pula de negócio em negócio, de contato em contato, de grupo em grupo. Parece popular, mas nunca aprofunda. E como diz o ditado do networking, quem tenta agradar todo mundo não cria vínculo com ninguém.

Networking também exige uma espécie de “monogamia emocional”. Não se trata de colecionar cartões ou acumular contatos, mas de construir confiança, e ela só nasce da frequência, da consistência e da presença genuína.

Quando você está verdadeiramente focado em nutrir suas conexões estratégicas, seja com parceiros, clientes ou equipes, constrói relações sólidas e duradouras. Mas, se passa de grupo em grupo, evento em evento, reunião em reunião, sem aprofundar nada, acaba se tornando um “poliamoroso de oportunidades” e corre o risco de fracassar por excesso de superficialidade.

A relação entre vida emocional e vida profissional é mais estreita do que muitos imaginam. Darío sugere que o ser humano precisa de estabilidade emocional para manter uma produção constante. No empreendedorismo, isso se traduz de forma clara: quando a vida emocional está em desordem, a empresa tende a refletir esse desequilíbrio.

Da mesma forma, se o empreendedor se envolve em inúmeras conversas, mas não aprofunda nenhuma, seu networking perde consistência e se torna superficial. Além disso, sem clareza sobre onde está investindo sua energia, é fácil cair em um ciclo de cansaço e improdutividade, mesmo que esteja ocupado o dia todo.

Em resumo, o foco no essencial é o que define quem avança e quem se perde no caminho. A ideia de monogamia, neste contexto, funciona como uma metáfora provocativa proposta por Darío, tratando da importância da profundidade e da atenção direcionada em um tempo marcado pelo excesso de estímulos e distrações.

Seja nos negócios, nos relacionamentos ou no networking, quem alcança resultados consistentes é quem sabe escolher com clareza onde vale a pena investir sua energia. Antes de assumir mais um compromisso mental ou emocional, vale a pergunta se isso me aproxima ou me afasta do que realmente importa.

*Mário Quirino é especialista em Desenvolvimento Humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso.

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Eu acredito que Cuiabá pode ser muito maior do que é hoje

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Por que Mato Grosso cresce tanto e Cuiabá nem sempre consegue transformar esse crescimento em mais empregos, oportunidades e qualidade de vida para quem vive aqui? Foi uma pergunta que me acompanhou durante todo o período eleitoral e que continua comigo agora que as urnas já falaram.

Faço essa pergunta como empresário, mas principalmente como cuiabano de coração. Não dá para negar o que Mato Grosso vem fazendo: o Estado cresceu, atraiu investimentos, ampliou sua produção e ganhou importância no Brasil. Isso é motivo de orgulho para todos nós.

Ainda assim, tenho a sensação de que Cuiabá pode aproveitar muito mais esse momento. Nossa capital tem uma posição privilegiada: é centro de comércio, serviços, saúde, educação, turismo e negócios. Temos gente preparada, empresas, universidades e uma localização estratégica, no centro do Brasil e da América do Sul.

Então, por que não crescemos na mesma velocidade?

Levei essa questão aos encontros do Diálogo com os Candidatos, promovidos pela CDL Cuiabá em parceria com Abrasel-MT, Sindipetróleo-MT, Sincodiv-MT e Fenabrave-MT com candidatos que concorreram ao governo e senado por nosso estado. Conversamos sobre infraestrutura, mobilidade, emprego, desenvolvimento e competitividade. E algo me chamou atenção: os três principais candidatos que participaram dos encontros assumiram compromisso com essa pauta.

Agora, passada a eleição, começa a etapa que realmente importa. Campanha é tempo de promessa; governo é tempo de entrega. Compromisso assumido precisa virar ação, e cabe à sociedade e ao setor produtivo acompanhar de perto.

Quem foi escolhido para comandar o Governo de Mato Grosso terá um papel decisivo nisso. Não para assumir o que é responsabilidade da Prefeitura, mas para entender que o desenvolvimento do Estado só é completo quando também fortalece a sua capital.

Eu acredito que nossa cidade pode mais. Pode atrair empresas e indústrias, gerar empregos, melhorar a infraestrutura, valorizar o patrimônio e abrir oportunidades para quem nasceu aqui e para quem escolheu Cuiabá para viver.

Cuiabá não precisa disputar espaço com o interior. Precisamos crescer juntos, cada região com a sua vocação, todas puxando na mesma direção.

Encerrado o período eleitoral, o debate não termina: ele muda de lugar. Sai dos palanques e vai para onde as coisas acontecem, nas obras, nos projetos, nos investimentos e nas decisões. É nesse terreno que vamos continuar presentes, cobrando, propondo e construindo.

Porque Cuiabá não pode ser apenas a capital de um Estado que cresce. Precisa ser um dos motores desse crescimento.

Foi aqui que escolhi empreender, construir minha família e minha história. Por isso, não me conformo em ver a cidade podendo mais e, muitas vezes, ficando para trás. A eleição passou, mas a tarefa de fazer Cuiabá avançar continua, e ela é de cada um de nós.

Eu acredito que Cuiabá pode ser muito maior do que é hoje. E chegou a hora de provar isso.

*Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).

 

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