Opinião
Um Natal de luz
Opinião
Nos lares, as decorações de natalinas já causam encantamento. Luzes cintilando nas janelas, guirlandas penduradas nas portas. Uma mistura de sentimentos contagia a muitos. Uns ficam mais sentimentais, outros fazem reflexões sobre tudo que aconteceu até o momento presente.
Um dos símbolos mais bonitos nesta época do ano é a Árvore de Natal, que é tradicionalmente montada em um pinheiro. Ele é símbolo do Natal por ser uma árvore que apesar das adversidades permanece verde, sendo assim associada a perenidade da vida e a renovação. Nele colocamos enfeites brilhantes e coloridos e muitas luzes.
Quando fazemos o bem a alguém, também deixamos nela um pouco de luz. Quando acreditamos, apesar dos pesares, que uma vida ainda pode ser tocada, que um destino ainda pode ser transformado, espalhamos no mundo a esperança de dias melhores.
Que neste Natal possamos manter firme essa esperança, que ela permaneça viva como o pinheiro que enfrenta o inverno rigoroso, mas não esmorece. Ainda que algumas situações possam nos ter feito como que “perder o brilho” no decorrer do ano, agora é hora de recuperarmos a intensidade da luz que Deus colocou em cada um de nós.
Nossa missão é levar luz onde a sombra prevaleceu.
Rejane Monge, Nutricionista.
Servidora do Sistema Penitenciário de MT, lotada no CDP DE Tangará da Serra
Opinião
Para muitas mulheres, ter para onde ir é o começo da liberdade
Por Scheila Pedroso
Quando falamos sobre violência contra a mulher, uma pergunta sempre me inquieta: quantas mulheres querem sair de uma situação de violência, mas simplesmente não têm para onde ir?
Ao longo da minha trajetória na gestão pública, aprendi que os problemas da vida real raramente chegam separados. A falta de moradia, a dependência financeira, a vulnerabilidade social e a violência muitas vezes fazem parte da mesma história.
Por isso, enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que dizer a ela que denuncie. É preciso garantir que, depois da denúncia, exista uma rede capaz de acolher, proteger e, principalmente, criar condições para que ela possa reconstruir a própria vida.
Neste Agosto Lilás, essa reflexão precisa ir além das campanhas e chegar às políticas públicas.
Uma mulher precisa se sentir segura para pedir ajuda. Precisa saber onde procurar apoio. Precisa ter condições de trabalhar, sustentar seus filhos e recomeçar. E, muitas vezes, precisa de algo tão básico quanto um lugar seguro para chamar de casa.
Durante muitos anos trabalhando com políticas públicas, aprendi que cuidar das pessoas também significa compreender a realidade que existe por trás de cada problema. Não basta tratar a consequência sem olhar para aquilo que mantém uma mulher presa a uma situação de violência.
Combater a violência também é construir autonomia.
É garantir proteção, oportunidade, renda, moradia e dignidade para que nenhuma mulher precise escolher entre permanecer onde sente medo ou partir sem saber para onde ir.
Agosto é Lilás. Mas esse compromisso precisa existir o ano inteiro.
Scheila Pedroso
Arquiteta, gestora pública e pré-candidata a deputada estadual.
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