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Advogado é preso pela Polícia Penal após tentar entrar na PCE com uísque e chips telefônicos

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A Polícia Penal encaminhou à Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (29), um advogado que tentou ingressar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, transportando chips telefônicos e bebida alcoólica.

A ocorrência foi registrada por volta das 14h40, durante o procedimento de ingresso na unidade prisional. Como parte da inspeção de rotina, o advogado passou pelo equipamento BodyScan, utilizado na fiscalização de todos os visitantes.

Durante a análise das imagens geradas pelo scanner corporal, policiais penais identificaram dois volumes suspeitos na região do corpo do visitante. Ao ser questionado, o advogado informou que carregava dois invólucros contendo uísque, armazenados em recipientes de aproximadamente 100 mililitros adaptados a partir de embalagens utilizadas para acondicionar chips telefônicos.

Além da bebida alcoólica, também foram localizados chips de telefonia que seriam levados para o interior da unidade prisional.

Diante da ocorrência, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) adotou os procedimentos administrativos previstos nos protocolos de segurança da Penitenciária Central do Estado e encaminhou o advogado à Polícia Civil para as providências cabíveis.

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Advogada e assessor de vereador estão entre os alvos da PC contra núcleo financeiro do CV

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. Entre os principais alvos presos estão o tesoureiro da facção no Estado, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”, a advogada Dayane Karol Moreira, além dos jogadores de futebol Alex Júnior, o “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”.

Brunno também ocupa cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá. Conforme o Portal da Transparência, ele foi nomeado em janeiro deste ano e recebe salário de R$ 2.250.

No total, a operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpre 10 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, bloqueio de bens e ativos financeiros contra 14 investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

W.T. já está preso e teve o novo mandado de prisão cumprido na própria cadeia. Segundo a Draco, ele continuava comandando as finanças e exercendo influência sobre integrantes da facção.

As investigações apontam que mensagens interceptadas mostram o criminoso determinando cobranças, autorizando recolhimento de dinheiro, orientando comparsas em liberdade e conferindo planilhas financeiras da organização.

Outro elemento que chamou a atenção dos investigadores foi o uso do mesmo chip telefônico em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Conforme a Polícia Civil, a estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento das comunicações clandestinas e burlar a fiscalização do sistema penitenciário.

De acordo com a Draco, a organização criminosa manteve seu esquema financeiro em funcionamento mesmo após as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.

A investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes, com operadores financeiros, uso de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível, mecanismo utilizado para ocultar patrimônio e lavar dinheiro da facção.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros e o sequestro de aproximadamente R$ 17,2 milhões em imóveis e veículos, incluindo casas e apartamentos de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, terrenos e automóveis.

Segundo a Polícia Civil, a ofensiva busca enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa, impedir a ocultação de patrimônio e interromper o fluxo financeiro que sustentava as atividades ilícitas.

O nome Replay, conforme a Draco, faz referência à capacidade da facção de reorganizar suas atividades criminosas mesmo após operações anteriores, o que motivou uma nova ofensiva voltada aos operadores financeiros e às lideranças que, segundo a investigação, continuavam atuando de dentro do sistema prisional.

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