Polícia
Batalhão de Trânsito da PM registra aumento de 208% em infrações nas rodovias estaduais
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O Batalhão de Polícia Militar Trânsito Urbano e Rodoviário de Mato Grosso (BPMTran) notificou 51.992 condutores por infrações nas rodovias estaduais no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 208,19% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 16.870 notificações de trânsito nas rodovias estaduais do Estado no mesmo período. Já no perímetro urbano, as equipes contabilizaram 11.892 infrações em 2024 e 34.030 em 2025, registrando aumento de 186,15% nas ações de fiscalização.
O comandante do BPMTran, tenente-coronel Fábio Ricas de Araújo, afirma que esse aumento significativo representa um conjunto de ações dos policiais militares para garantir um trânsito mais seguro. Além disso, conforme o tenente-coronel Fábio Ricas, os resultados surgem a partir de um aumento do efetivo, melhores condições de trabalho, novas viaturas e armamentos entregues pelo Governo do Estado, que trouxeram melhorias para o fortalecimento do policiamento tático, ostensivo e preventivo.
“As ações estão em total sinergia com o Programa Tolerância Zero criado pelo governador Mauro Mendes, com objetivo de combater a criminalidade em Mato Grosso. Nossos policiais militares desencadearam uma série de ações de fiscalização para fortalecer o policiamento, no trânsito no perímetro urbano e rodoviário. As ações do Batalhão de Trânsito buscam ampliar e aprimorar cada vez mais o desempenho técnico profissional dos nossos policiais”, ressalta.
Os principais delitos registrados incluem excesso de velocidade, o não uso de cinto de segurança, ultrapassagens indevidas, uso de celular ao volante e transporte irregular de crianças, entre outros.
Somente neste primeiro semestre, as equipes abordaram 59.215 veículos e removeram 1.896 por alguma irregularidade. Os policiais militares da unidade realizaram 2.396 bloqueios e barreiras montadas. Além disso, as equipes contabilizaram 8.294 testes de etilômetro, 564 pessoas foram flagradas conduzindo sob efeito de álcool e 203 presas por embriaguez ao volante.
As equipes do Batalhão de Trânsito também abordaram 4.863 condutores sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), confeccionaram 358 boletins de ocorrência e 511 Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCO). Outras 51 pessoas foram detidas com mandado de prisão em aberto e 903 suspeitos conduzidos à delegacia. Neste ano, os policiais atenderam 73 acidentes.
As ações foram realizadas nas rodovias que passam pela baixada cuiabana: Helder Cândia (MT-010); Palmiro Paes de Barros (MT-040); no entroncamento entre Primavera do Leste e Rondonópolis (MT-130); e Emanuel Pinheiro (MT-251), além das principais vias urbanas de toda a Região Metropolitana de Cuiabá.
“Tivemos um saldo bastante positivo com relação à produtividade no ano passado e esse trabalho só foi possível graças ao empenho, preparo e dedicação dos policiais militares. O BPMTran é referência nacional no serviço de moto patrulhamento, escolta e batedor, que é motivo de orgulho da nossa instituição”, afirma o tenente-coronel Fábio Ricas.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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