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Batalhão de Trânsito da Polícia Militar intensifica fiscalização nas rodovias estaduais

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O Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran) intensificou o policiamento nas principais rodovias estaduais durante a Operação Carnaval 2026, com foco na fiscalização e na prevenção de acidentes nas estradas.

O policiamento será reforçado nas rodovias estaduais que cortam a Baixada Cuiabana, incluindo a Helder Cândia (MT-010), a Palmiro Paes de Barros (MT-040), o entroncamento entre Primavera do Leste e Rondonópolis (MT-130) e a Emanuel Pinheiro (MT-251), além das principais vias urbanas de toda a Região Metropolitana de Cuiabá.

Neste período da Operação Carnaval ocorrerá também um comboio dos militares na Estrada de Chapada (MT-251). A medida visa garantir maior segurança de todos com aumento do fluxo de veículos. A ação terá início do posto policial no KM 16 até a entrada de Chapada dos Guimarães.


“Nosso objetivo é coibir o excesso de velocidade, ultrapassagem em locais proibidos, prevenir acidentes e garantir um apoio ágil. Estaremos presentes para um percurso mais tranquilo e seguro para os motoristas. Pedimos a colaboração de todos os condutores ao encontrar nossos comboios para que siga as orientações de trânsito e assim todos contribuem para um fluxo mais seguro e consciente”, afirmou o comandante do BPMTran, o tenente-coronel Fábio Ricas.

De acordo com o comandante, o efetivo estará direcionado a realizar abordagens, buscas, checagens, testes de etilômetro e orientação aos condutores e a montar pontos de parada ao longo das estradas. O trabalho também inclui buscas por produtos ilícitos, como armas e drogas, além de cumprimento de mandados de foragidos da Justiça.


O comandante destacou algumas dicas de segurança para quem for pegar a estrada neste período de feriado prolongado, como por exemplo, verificar a qualidade dos pneus, freios, luzes e os níveis de fluídos do veículo. “Além disso, é extremamente necessário utilizar cintos de segurança, obedecer os limites de velocidade e manter uma distância segura dos demais veículos”, pontuou.

“O motorista não deve sair de casa antes de verificar a sua documentação e a do veículo para que estejam devidamente regularizadas. Descanse antes de dirigir e sob hipótese alguma não combine álcool e direção. Nossas equipes estarão atentas e a fiscalização será intensificada em todas as rodovias estaduais, garantindo um Carnaval mais seguro no nosso Estado ou até mesmo para quem for viajar para descansar”, enfatizou o tenente-coronel Fábio Ricas.

Fonte: PM MT – MT

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Saiba quem é líder de facção em Mato Grosso preso no Paraguai com apoio dos Estados Unidos

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Conteúdo/ODOC – Foi identificado como João Batista Vieira dos Santos o homem apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa em Mato Grosso e preso nesta quinta-feira (3), em Assunção, no Paraguai.

Investigado na Operação Raspa Brasil, ele é suspeito de administrar recursos da organização criminosa e também já foi citado em investigações sobre “Novo Cangaço” e um plano para resgatar presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Foragido da Justiça, João Batista foi localizado após uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e contou ainda com a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol).

Segundo a Polícia Civil, João Batista estava usando documentos falsos quando foi encontrado. A mesma prática já havia sido registrada em fevereiro de 2023, quando ele foi localizado em Pontes e Lacerda com um documento público falsificado.

O histórico de investigações contra ele inclui ainda uma apreensão de quase duas toneladas de maconha, em outubro de 2025, em uma chácara vinculada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.

“Novo Cangaço” e plano de resgate

João Batista também é suspeito de envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.

Em 2022, o nome dele apareceu em uma investigação sobre a escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros, construído a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo as investigações, o túnel seria utilizado para resgatar integrantes da facção que estavam presos na unidade.

Raspadinhas ilegais

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é a suposta atuação de João Batista na administração das finanças da facção, especialmente por meio do esquema denominado “Raspa Brasil Nacional”.

De acordo com a GCCO/Draco, ele era apontado como coordenador estadual do esquema e teria participação na definição de diretrizes financeiras e na expansão da atividade em Mato Grosso.

Monitoramentos realizados durante as investigações registraram João Batista transportando banners e materiais utilizados na divulgação das raspadinhas. A análise de aparelhos celulares também identificou videochamadas e comunicações com outros integrantes envolvidos no esquema.

Segundo a investigação, ele cobrava planilhas com informações sobre os estabelecimentos comerciais, a quantidade de bilhetes distribuídos, os valores arrecadados e os percentuais destinados à organização.

Em caso de descumprimento das determinações, ainda conforme a Polícia Civil, a orientação seria acionar a chamada “disciplina” da facção.

Fuga para o Paraguai

Após deixar Mato Grosso, João Batista teria permanecido por um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da organização criminosa.

As diligências posteriormente indicaram que ele havia deixado o Brasil, fazendo com que as buscas avançassem até o Paraguai.

Mesmo foragido, o investigado continuou ativo nas redes sociais utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possuía cinco mandados de prisão em aberto.

Em outra publicação identificada pelos investigadores, João Batista apareceu com uma arma de fogo com características de fuzil. Também foram encontradas postagens relacionadas a atividades físicas, bares e outros aspectos de sua rotina.

Questão judicial

João Batista já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. A GCCO/Draco afirma, porém, que elementos reunidos ao longo das investigações apontaram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.

Durante o período em que esteve foragido, ele teria participado de videochamadas, transmitido orientações e feito cobranças a outros integrantes, mantendo, segundo os investigadores, atuação dentro da organização criminosa.

Diante desses elementos, a GCCO/Draco encaminhou informações às autoridades competentes para subsidiar um pedido de revisão dos laudos apresentados nos processos judiciais.

Com a prisão em Assunção, as autoridades deverão adotar os procedimentos de cooperação internacional necessários para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra João Batista.

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