Polícia

Campeão de pôquer e mais oito são alvos de operação por desvio de grãos em MT; veja nomes

Publicado em

Polícia

Conteúdo/ODOC – O empresário e produtor rural Leandro Zavodini, conhecido nacionalmente por sua trajetória no pôquer, está entre os alvos da terceira fase da Operação Safra Desviada, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (13). A investigação apura um suposto esquema estruturado para desviar cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen.

Nesta nova etapa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e determinadas medidas para bloquear mais de R$ 120 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. As ações ocorreram em Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Boa Esperança do Norte, Ipiranga do Norte e Tabaporã.

Além de Zavodini, a operação alcançou Pedro Sutilli, Simone Marquetti e empresas ligadas ao setor agrícola e de transporte. Entre os alvos estão Agrícola Faccio Ltda., Faccio Transportadora Ltda., Agropecuária Catarinense Ltda., Faccio Participações Ltda., Agrícola Maripá Ltda. e Sagel Comércio de Cereais Ltda.

As determinações judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias do Polo de Sinop.

De acordo com o Gaeco, os investigados teriam formado uma estrutura organizada para viabilizar o desvio de cargas de grãos. A suspeita é de que as funções ocupadas pelos envolvidos dentro das empresas teriam sido utilizadas para facilitar a retirada e a destinação irregular dos produtos pertencentes ao Grupo Lermen.

Zavodini é proprietário da Agrícola Maripá, empresa com sede em Lucas do Rio Verde, e também atua como produtor rural. Ele ganhou projeção nacional ao conquistar títulos em competições de pôquer.

O empresário já havia sido investigado em outra operação. Em dezembro de 2025, foi alvo da Operação Ignis Justiça, que apurou suspeitas envolvendo furto de energia, corrupção, estelionato, adulteração de equipamentos de medição e fraude processual.

Na ocasião, Zavodini chegou a ser preso, mas conseguiu deixar a prisão após o pagamento de R$ 1 milhão em fiança.

Segundo informações divulgadas à época pela Polícia Civil e pela Energisa, a quantidade de energia que teria sido desviada seria equivalente ao consumo de uma cidade do porte de Chapada dos Guimarães durante aproximadamente cinco meses.

Outras fases

A Operação Safra Desviada teve sua primeira fase deflagrada em fevereiro, quando o Gaeco passou a investigar suspeitas de desvio de grãos que teriam provocado prejuízos estimados em R$ 140 milhões ao Grupo Lermen e a outras empresas do agronegócio.

Naquele momento, foram cumpridas 180 medidas cautelares em nove municípios de Mato Grosso: Cuiabá, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Colíder, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte e Campo Verde.

A segunda etapa ampliou o foco das investigações e apontou para um suposto esquema de desvios que teria movimentado cerca de R$ 28,7 milhões no agronegócio mato-grossense.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, além de medidas de natureza patrimonial. As ordens foram executadas em Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Sinop e Tapurah, em Mato Grosso, e também em Presidente Prudente e Álvares Machado, no estado de São Paulo.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Homem alvo de ataques a tiros em hotel de VG desaparece e polícia faz buscas

Publicados

em

Conteúdo/ODOC – Hebert Felipe de Almeida Vieira, de 36 anos, desapareceu após escapar de uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande. O caso ocorreu na noite de terça-feira (11), quando três homens armados invadiram o estabelecimento e atiraram contra ele.

A família registrou o desaparecimento, e o Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD) da Polícia Civil divulgou o caso nesta quinta-feira (13).

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, Hebert havia avisado aos familiares que sairia de Diamantino com destino a Várzea Grande. A previsão era de que ele chegasse à cidade no dia 10 de agosto. Depois disso, porém, os parentes perderam completamente o contato e não conseguiram mais descobrir onde ele estaria.

Os familiares souberam do ataque ao hotel por meio de uma reportagem e passaram a buscar informações sobre o paradeiro de Hebert. Ao procurarem o estabelecimento, foram informados de que ninguém tinha notícias dele depois da ação dos criminosos.

Hebert é citado, ainda de maneira não confirmada pelas autoridades, em uma investigação relacionada à morte de Wellington Eduardo da Costa, localizado decapitado em Várzea Grande na tarde de terça-feira.

A suspeita de que ele pudesse ter ligação com o crime teria feito com que passasse a ser perseguido por integrantes de uma organização criminosa. A Polícia Civil, contudo, ainda apura as circunstâncias e não confirmou oficialmente qualquer participação de Hebert na morte.

Durante as diligências, circularam em grupos de WhatsApp mensagens que apontavam o desaparecido como possível envolvido em crimes praticados contra integrantes de grupos criminosos. Ele também teria sido relacionado ao sequestro, tortura e assassinato de Wellington. Hebert negou as acusações.

O ataque no hotel

O atentado aconteceu no Hotel Marion Pantanal, localizado no bairro Jardim Mundo Novo. Segundo a Polícia Militar, Hebert estava hospedado no local quando três suspeitos chegaram em um veículo do tipo sedan.

Os criminosos desceram armados e dispararam várias vezes contra a vítima. Hebert conseguiu fugir e não foi atingido pelos tiros.

Os disparos, entretanto, atingiram partes da estrutura do hotel, provocando danos no hall de entrada. Depois da ação, o trio deixou o local e, até o momento, não foi identificado.

A Polícia Civil mantém as buscas para localizar Hebert e esclarecer o que ocorreu após o ataque.

Informações que possam contribuir para encontrar Hebert podem ser repassadas ao Núcleo de Pessoas Desaparecidas pelo telefone (65) 98173-0565 ou pelo 197, canal de denúncias da Polícia Civil.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA