Polícia
Dupla suspeita por roubo de R$ 160 mil em posto de combustível em Várzea Grande é presa
Polícia
Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão prenderam um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 38 anos, suspeitos por integrarem uma quadrilha que roubou um posto de combustível, em Várzea Grande. A dupla foi detida nesta segunda-feira (4) e um simulacro de arma e uma motocicleta foram apreendidos.
Os suspeitos foram localizados após a equipe do GAP receber informações sobre a localização de uma motocicleta Honda Biz branca, que havia sido utilizada para apoio a um roubo de um posto de combustível, no dia 30 de abril.
Segundo a denúncia registrada na data, um criminoso havia invadido o estabelecimento e ordenado, sob grave ameaça, que uma funcionária abrisse o cofre do comércio. O suspeito fugiu do local levando uma quantia em dinheiro estimada em R$ 160 mil.
Na continuidade das buscas, na noite desta segunda-feira, os policiais se deslocaram até o endereço onde estava a motocicleta e encontraram uma mulher, identificada como dona da moto, que foi detida em flagrante. Já no interior da casa, o segundo suspeito foi encontrado. Ele tentou fugir pulando o muro da residência, mas foi detido rapidamente.
Questionados sobre o crime, o suspeito confirmou ter participado da ação e disse que o roubo foi cometido com colaboração de mais dois suspeitos, sendo um homem e uma mulher, que seria funcionária do posto de combustível.
Ainda em relato, o homem disse que a cena do crime foi premeditada e armada, onde a funcionária seria a suposta vítima do crime e teria facilitado a ação para que o dinheiro fosse levado. Os suspeitos teriam distribuído entre eles parte do dinheiro levado, mas não revelaram o destino do montante.
Os militares fizeram buscas na casa e localizaram um simulacro de arma de fogo, luvas de couro e vestimentas usadas no crime.
Os dois detidos foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências. O caso segue em investigação pela Polícia Judiciária Civil.
Polícia
Filha de empresária assassinada em MT crítica internação de padrasto com dinheiro público
Conteúdo/ODOC – A biomédica Caroline Fernandes criticou o uso de recursos públicos para custear o tratamento psiquiátrico do padrasto, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a esposa, a empresária Gleici Keli Geraldo, e esfaquear a filha do casal, então com 7 anos. Atualmente, ele está internado em uma unidade de saúde em Cuiabá.
Em publicações feitas nas redes sociais no domingo (6), Caroline, que é filha de Gleici, classificou a situação como uma “piada de mau gosto” e voltou a questionar a condição psiquiátrica atribuída ao acusado.
“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu.
As manifestações ocorreram após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos de imagens das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá).
Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha dela com Daniel, então com 7 anos, foi atingida por oito facadas. A criança sobreviveu e recebeu atendimento médico.
Ao comentar as gravações, Caroline citou atitudes do padrasto registradas cerca de 40 minutos antes do crime que, na avaliação dela, colocariam em dúvida a tese de que ele não tinha consciência dos próprios atos.
Entre os comportamentos mencionados estão a escolha da faca que seria utilizada no crime e uma suposta tentativa de interferir em uma câmera de segurança da residência.
“Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem”, afirmou.
Caroline também descreveu o momento em que, segundo ela, Daniel teria atacado a própria filha depois de matar Gleici.
“Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, escreveu.
A biomédica ainda questionou o fato de Daniel, conforme relatou, ter conseguido fornecer detalhes sobre o ocorrido logo após os ataques e, posteriormente, ter alegado não se lembrar do que havia feito.
Outro ponto levantado por Caroline envolve uma suposta ameaça que teria ocorrido dois dias antes do assassinato.
Segundo a versão apresentada pela família, uma irmã de Daniel teria conversado com Gleici e, posteriormente, orientado que as facas da residência fossem escondidas.
“Se essa pessoa, inclusive, conversa com a irmã 2 dias antes do crime e ela, 1 hora após essa conversa, pede para esconder as facas de casa? Esse pressentimento ruim para mim tem outro nome…”, escreveu.
Imagens do crime
A divulgação das imagens das câmeras de segurança foi feita pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que também questionou publicamente a versão de que Daniel teria agido durante um surto psiquiátrico.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu.
Segundo o advogado, as gravações também teriam registrado conflitos entre Gleici e Daniel nos dias anteriores aos ataques, especialmente por questões financeiras. Entre os motivos das discussões estariam uma botina, uma antena Starlink e R$ 2,2 mil.
Pouso afirmou ainda que Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha dois dias antes do crime. Uma irmã do engenheiro teria alertado a empresária sobre a situação e recomendado que ela escondesse as facas da residência.
De acordo com o advogado, Daniel posteriormente descobriu que Gleici havia recebido o alerta e teria demonstrado irritação.
A condição mental de Daniel é alvo de discussão no processo. A defesa sustenta que o engenheiro não tinha consciência de seus atos no momento dos crimes. A conclusão sobre sua condição psiquiátrica, no entanto, é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici.
Segundo Pouso, familiares de Daniel conseguiram a interdição dele após o crime. Posteriormente, o acusado teria reivindicado, durante o processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados por Gleici.
O advogado afirmou ainda que a homologação do primeiro laudo psiquiátrico foi anulada. Uma nova avaliação foi realizada posteriormente por uma junta formada por três peritos.
Caberá à Justiça decidir sobre a condição mental de Daniel e seus efeitos no processo criminal.
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