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Empresária é presa pela PF em Cuiabá por tráfico internacional de drogas e armas

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Federal prendeu a empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro nesta terça-feira (25), em Cuiabá, no âmbito da Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa especializada na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo no Tocantins.

Thatiana é sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular.

Além de Cuiabá, a operação cumpriu mandados em Palmas (TO). Ao todo, são três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.

Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas/TO.

A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez alvos nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, utilização de aeronaves e pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo, provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil. A apuração decorre de investigações relacionadas a recentes apreensões da droga realizadas no estado do Tocantins.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

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‘Braço direito’ de líder de facção é alvo de operação contra lavagem de dinheiro em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Roleta Russa – Fase 2, para cumprimento de ordens judiciais contra um investigado por envolvimento com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. 

Nesta segunda fase, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. O alvo é apontado nas investigações como responsável por prestar apoio operacional a um integrante do núcleo de liderança da facção criminosa em Mato Grosso, que atualmente está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 100 mil em relação ao principal investigado. Além disso, foi determinado o bloqueio de até R$ 20 mil de outro investigado e da pessoa jurídica de sua titularidade.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e é resultado do avanço das investigações e da análise do material apreendido durante a primeira fase da Operação Roleta Russa, deflagrada em maio deste ano.

Dissimulação de patrimônio

De acordo com as investigações, o investigado, apontado como braço operacional do faccionado preso, teria desempenhado funções relacionadas à ocultação e à dissimulação de patrimônio ilícito, além de operacionalizar movimentações financeiras por meio de contas próprias e de terceiros.

Os elementos analisados também apontaram a participação dele na negociação e na ocultação de veículos relacionados ao grupo criminoso.

Entre os bens identificados está um Toyota Corolla Cross, avaliado em mais de R$ 150 mil. Segundo a investigação, o veículo pertenceria ao faccionado preso, mas foi transferido para o nome da mãe do investigado. O automóvel permanecia guardado na residência do alvo e estaria à disposição de outra integrante da organização criminosa.

A investigação também apontou a participação do suspeito na intermediação da aquisição de outro veículo, que teria sido comprado pelo faccionado preso e destinado a uma integrante do grupo.

Movimentação de valores

As investigações identificaram ainda sucessivas transações via Pix, rateios e transferências realizadas por meio de contas bancárias próprias e de terceiros.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações indicam o uso de diferentes contas para a circulação de recursos atribuídos à organização criminosa.

Os elementos reunidos apontam que o investigado atuava com o faccionado preso há aproximadamente cinco anos. Durante as apurações, também foram levantadas informações sobre o cumprimento de regras impostas pela facção e o possível envolvimento do investigado em outros crimes, como posse ilegal de arma de fogo e homicídios.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Roleta Russa foi deflagrada em maio de 2026, a partir de investigação conduzida pela GCCO/Draco, para o cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá.

O principal alvo da primeira fase foi um conselheiro da organização criminosa.

A investigação prossegue com o objetivo de aprofundar a identificação da estrutura criminosa, dos responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos e de outros possíveis envolvidos.

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