Polícia
Médico e enfermeiro são alvos da PC por suspeita de venda de canetas emagrecedoras em MT
Polícia
Profissionais da área da saúde são alvos de uma investigação da Polícia Civil que apura possíveis irregularidades relacionadas ao uso de medicamentos, equipamentos e insumos de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Nesta quinta-feira (27), foram cumpridos mandados de busca e apreensão no município e em outra cidade, que não foi informada pelas autoridades.
A investigação, batizada de Operação Salus, apura, em tese, os crimes de peculato, falsificação, corrupção e adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, segundo a Polícia Civil.
De acordo com a investigação, os suspeitos são um médico e um enfermeiro que atuavam na UBS. A apuração busca verificar a possível comercialização clandestina de medicamentos e a realização de aplicações medicamentosas, como canetas emagrecedoras, dentro da unidade pública, com suspeita de utilização de estrutura e insumos pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os suspeitos não tiveram as identidades divulgadas pela polícia.
Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas buscas em consultórios, salas de trabalho e locais destinados ao armazenamento de medicamentos. Também foram apreendidos medicamentos, substâncias injetáveis, receituários, documentos, registros administrativos, anotações e comprovantes de pagamentos, conforme a Polícia Civil.
As equipes também procuraram celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais e outros dispositivos eletrônicos que possam auxiliar na investigação. Os equipamentos apreendidos poderão ser submetidos à análise pericial, dentro dos limites autorizados pela Justiça.
As investigações continuam para esclarecer como os medicamentos e insumos teriam sido utilizados, verificar eventual utilização irregular de recursos públicos e definir a responsabilidade dos envolvidos.
Polícia
Polícia Civil prende 50 foragidos em dez dias de operação na região de fronteira
Cinquenta foragidos da Justiça foram localizados e presos pela Polícia Civil de Mato Grosso durante dez dias de ações ininterruptas da VIII fase da Operação Safe City – etapa Pontes e Lacerda.
A operação foi coordenada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas, e teve como foco o cumprimento de mandados de prisão em aberto.
Realizada entre os dias 17 e 27 de agosto, a operação mobilizou equipes da Polinter em oito municípios da região de fronteira e de áreas de garimpo: Pontes e Lacerda, Araputanga, Novo Mundo, Jauru, Vila Bela da Santíssima Trindade, Campos de Júlio, Cáceres e Marcelândia.
Entre os presos estão pessoas procuradas por crimes de extrema gravidade, como homicídio, latrocínio, estupro, estupro de vulnerável, roubo, tráfico de drogas e furto. Os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário, incluindo prisões preventivas e decorrentes de condenações.
Com as 50 prisões realizadas, a operação contribui para retirar de circulação pessoas procuradas por diferentes crimes e para garantir a efetividade das decisões judiciais.
Investigação para encontrar quem tenta se esconder da Justiça
A localização de pessoas foragidas exige trabalho de investigação, levantamento de informações e inteligência policial. É justamente nessa frente que atua a Gerência Estadual de Polinter e Capturas.
As equipes realizam consultas ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e, a partir da confirmação das ordens judiciais, iniciam levantamentos para identificar onde os procurados podem estar.
Informações são analisadas e cruzadas para chegar ao possível paradeiro dos foragidos. O trabalho é ainda mais desafiador nos casos em que o procurado deixa o endereço conhecido, muda de cidade ou adota estratégias para dificultar sua localização.
Com a identificação do possível paradeiro, os policiais civis realizam diligências e utilizam técnicas operacionais para o cumprimento dos mandados, sempre observando os procedimentos legais.
Operação Safe City
A VIII fase da Operação Safe City – etapa Pontes e Lacerda contou com o apoio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop) e da Diretoria do Interior da Polícia Civil.
A ação reforça o trabalho permanente da Polícia Civil na localização de pessoas procuradas pela Justiça e demonstra a importância da integração entre investigação, inteligência e atividade operacional para o cumprimento de mandados de prisão.
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