Antônio Wagner é presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig). A medida foi requerida com base em investigação da Polícia Civil, após a presidente da Federação dos Servidores Públicos de Mato Grosso, Carmen Machado, registrar boletim de ocorrência.
Ela acusa o sindicalista de utilizar grupos de WhatsApp e outros canais para difamá-la, constrangê-la e intimidá-la. Segundo o registro, ele teria feito postagens questionando sua legitimidade como líder sindical, com frases como “você não tem legitimidade para representar os servidores públicos” e “prêmio de consolação”.
Para o MPE, as condutas indicam uma atuação deliberada para constranger e desqualificar a vítima, com características de violência psicológica e institucional, além de traços de misoginia por se tratar de ataques direcionados a uma mulher em posição de liderança.
O órgão também aponta que o investigado se vale de sua visibilidade para expor e humilhar Carmen, que é idosa. Conforme relatado pela vítima, os episódios teriam causado forte abalo emocional, com sintomas como insônia, ansiedade e dificuldade de concentração.
No pedido, a Polícia Civil, por meio da delegada Judá Maali, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, ainda destacou que Antônio Wagner já responde a outro inquérito por fatos semelhantes, o que indicaria reiteração de conduta.
A autoridade policial sustenta que a liberdade do sindicalista representa risco à segurança psicológica da vítima e à ordem pública, já que as ações têm ampla repercussão em redes sociais e no meio sindical.








