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Mulher condenada por tráfico de drogas é presa pela Polícia Civil

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Uma mulher condenada pela Justiça foi presa pela Polícia Civil, na sexta-feira (27.03), em ação para cumprimento de mandado judicial.

A procurada, de 31 anos, estava com a prisão definitiva por condenação transitada em julgado pela Primeira Vara Criminal da Comarca de Primavera do Leste, pelo crime de tráfico de drogas.

Durante diligências investigativas os policiais civis identificaram a foragida em uma residência no bairro Olaria. Ato contínuo os policiais civis efetuaram a prisão da condenada.

Em seguida ela foi conduzida até a Delegacia de Nova Xavantina para as providências cabíveis, sendo posteriormente apresentada e colocada à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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MT é o estado com maior número de pessoas resgatadas em situação de trabalho escravo

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A Comissão Pastoral da Terra no estado de Mato Grosso (CPT-MT) lançou o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, publicação anual da entidade que apresenta um panorama sobre a questão agrária no Brasil.

O relatório aponta que o ano de 2025 colocou o Mato Grosso na liderança nacional no número de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão. Foram duas ocorrências deste tipo de crime, sendo que, em apenas um dos casos, 586 pessoas foram resgatadas. No total, as ações de fiscalização resultaram na libertação de 606 trabalhadores submetidos a condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de direitos básicos.

O principal caso, com 586 pessoas resgatadas, ocorreu no município de Porto Alegre do Norte (MT). Os trabalhadores foram encontrados na construção de uma usina de etanol. O outro registro diz respeito ao resgate de 20 trabalhadores do corte e empilhamento de madeira na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão, em Nova Maringá (MT).

CONFLITOS AGRÁRIOS

No ano passado, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da CPT (Cedoc) registrou 63 Conflitos no Campo no estado, que envolveram quase 54 mil pessoas. A maior parte dos casos está relacionada ao eixo de Conflitos por Terra, que somaram 53 ocorrências e atingiram 11.841 famílias. Lideram o ranking de principais impactados pelos conflitos as pessoas assentadas, posseiros e quilombolas.

Outro dado que chama atenção são as ações de pistolagem, com 200 registros ligados a ameaças, intimidações e atuação de grupos armados em áreas de conflito. Destaca-se ainda os casos de ameaça de despejos judiciais, são 4.701, um aumento de mais de 300% em relação ao ano anterior. Nesta categoria, a Pastoral registra as situações em que as famílias convivem com a possibilidade de despejo via Justiça.

A região Norte de Mato Grosso conta com 26 municípios envolvidos em conflitos, sendo a campeã no estado. O dado reflete um aumento de 36,8% em relação à 2024. No geral, o estado contabiliza 48 municípios com conflitos no campo, dado que também cresceu, 14,3%, comparado à 2024.

CONFLITOS PELA ÁGUA

Os conflitos por água também seguem crescendo no estado. Em 2025, foram contabilizadas oito ocorrências, afetando diretamente 1.491 famílias. As disputas envolvem, principalmente, o acesso e uso de recursos hídricos em regiões impactadas pelo avanço agrícola, barramentos, contaminação das águas e restrição de acesso por comunidades tradicionais e pequenos produtores.

NO BRASIL

No país, os dados de 2025 compilados pela Pastoral da Terra mostram uma redução de 28% nos registros de conflitos no campo em relação a 2024, com 1.593 ocorrências, diante das 2.207. Em comparação com os últimos dez anos, os números são maiores apenas que os de 2017 e 2018, quando foram registrados 1.531 e 1.570 conflitos, respectivamente.

Mesmo com a diminuição nos registros gerais, a violência contra povos e comunidades tradicionais continua. O número de assassinatos no campo passou de 13 para 26 vítimas.

Também houve aumento dos casos de trabalho escravo rural, bem como no número de trabalhadores(as) resgatados(as). Para mais detalhes sobre os dados nacionais.

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