Polícia

PM prende homem por sequestro e liberta dupla que seria julgada pelo “tribunal do crime” de uma facção

Publicado em

Polícia

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem, de 23 anos, por sequestro e lesão corporal, na noite deste domingo (30.11), em Sorriso. Na ação, os policiais libertaram dois homens, de 21 e 39 anos, que seriam alvos de um “tribunal do crime” de uma facção criminosa.

A equipe policial foi acionada por uma testemunha que relatou que seus funcionários foram sequestrados por quatro membros de uma facção criminosa, durante uma festa no Centro de Tradições Nordestinas da cidade.

Os policiais, que já estavam realizando um patrulhamento na região, se deslocaram até o endereço e encontraram as vítimas, que conseguiram fugir do local em um momento de distração dos faccionados.

Aos policiais militares, os homens relataram que seriam alvo de um “salve” e que, durante o sequestro, tiveram as mãos amarradas e foram ameaçados com uma arma de fogo. Segundo eles, os suspeitos ainda transmitiam toda a ação por videochamada ao líder da facção.

Ainda no local, a PM flagrou um suspeito que fugiu para o interior de uma residência ao ver a viatura. A equipe localizou o homem que foi reconhecido pelas vítimas. Questionado sobre o crime, ele afirmou que apenas cumpria ordens da facção e que o líder do grupo está preso na cidade de Sinop.

Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado para a delegacia, para as providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Mulher espalha boatos e é punida com 20 golpes de ripa nas mãos por ordem de liderança de facção

Publicados

em

A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (22), três mulheres, de 18, 23 e 24 anos, investigadas por torturar uma mulher, de 32 anos, em São José dos Quatro Marcos, sob ordem de uma facção criminosa.

A ação foi coordenada pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos. Participaram também a Delegacia de Mirassol D’Oeste e equipes da Polícia Militar (GAP, Força Tática e Agência Local de Inteligência).

Na madrugada de quinta-feira, as Polícias Civil e Militar receberam a informação de que uma mulher tinha dado entrada no Hospital Municipal com lesões, principalmente nas mãos. Ela teria sido agredida em um chamado “salve”, prática usada por facções criminosas para punir quem descumpre suas regras.

As investigações começaram logo em seguida e seguiram sem interrupção. Os policiais civis identificaram os envolvidos e o imóvel onde ocorreu a agressão, no bairro Jardim Popular, em São José dos Quatro Marcos.

Localizada pelos policiais, a vítima foi levada à delegacia, onde relatou ter acreditado que seria morta.

“Julgamento” por videochamada

Segundo as investigações, na noite da quarta-feira (21), a vítima foi chamada até a casa de uma das suspeitas para “explicar” boatos que estaria espalhando pela cidade. No local, as três mulheres e um homem, de 27 anos, apontado como “disciplina” da facção, fizeram uma videochamada com uma liderança da facção criminosa.

Durante a chamada, a vítima foi interrogada e pressionada a confessar que as acusações que fazia eram falsas. A liderança então determinou que ela recebesse 20 golpes de ripa de madeira nas mãos.

Uma das suspeitas aplicou os golpes. Outra filmou a sessão para que o líder da facção acompanhasse tudo. As demais pessoas vigiaram a vítima para impedir que ela saísse. O exame de corpo de delito confirmou as lesões.

Na tarde da quinta-feira, as equipes prenderam as três suspeitas: uma no supermercado onde trabalhava, outra em casa e a terceira no imóvel onde as agressões aconteceram. Os celulares delas foram apreendidos. Nos interrogatórios, as presas confirmaram como os fatos aconteceram.

Confronto

Ao mesmo tempo, uma equipe da Polícia Militar foi até a casa do homem apontado como “disciplina” da facção. Ele desobedeceu à ordem de abordagem, entrou no imóvel e apontou uma arma de fogo contra os policiais, que revidaram.

O suspeito foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu. Um revólver foi apreendido ao lado dele. A morte será apurada em procedimento próprio, e as perícias de local e de necropsia já foram requisitadas.

Prisão preventiva

As três mulheres foram autuadas por tortura, crime equiparado a hediondo e punido com reclusão de 2 a 8 anos. A Polícia Civil representou à Justiça pela conversão das prisões em preventiva e pela quebra do sigilo dos dados dos celulares apreendidos.

Na audiência de custódia, o Poder Judiciário homologou o flagrante, converteu em preventiva a prisão das três e autorizou o acesso aos dados dos aparelhos. Na decisão, a Justiça considerou a gravidade concreta do crime e o risco de que a vítima fosse intimidada. Também levou em conta que duas das presas tinham recebido liberdade provisória recentemente em casos de tráfico de drogas.

As investigações continuam para identificar a liderança que ordenou a punição e outros envolvidos, além de apurar a participação de cada um na organização criminosa.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA