Polícia
Polícia Civil deflagra operação para combater comércio ilegal na Feira do Porto e apreende três toneladas de pescado
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.8), a Operação Vigia das Águas, com o objetivo de apurar um suposto esquema de comercialização ilegal de pescado na Feira do Porto, em Cuiabá.
Na operação, que ainda está em andamento, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo cinco residências e quatro empresas, todos localizados em Cuiabá e Várzea Grande. Até a publicação desta matéria, foram apreendidas cerca de três toneladas de pescado e presas duas pessoas em flagrante. Os peixes serão doados a instituições de caridade.
As investigações foram iniciadas em dezembro de 2024, sob a coordenação da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), com base na Lei Estadual do Transporte Zero (nº 12.197/2023). Na época, os autos de infração, encaminhados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), apontavam uma possível comercialização ilegal de pescados nativos dos biomas mato-grossenses, prática proibida pela legislação vigente.
Com base nessas informações, equipes policiais da unidade passaram a analisar os dados fiscais de toda a documentação de comerciantes da Feira do Porto, com o objetivo de elucidar os fatos. Na ocasião, foram identificadas inconsistências entre os registros fiscais das pessoas físicas e jurídicas investigadas, apontando diferenças entre os volumes de pescados adquiridos e comercializados, bem como a utilização de pessoas físicas e jurídicas para a realização de operações comerciais.
Além disso, também foi evidenciada a tentativa de ocultação da real movimentação financeira com a sonegação de impostos.
“Nessas investigações, acabamos encontrando também outros crimes. Nesta ocasião, por exemplo, deparamos com crimes contra a administração pública ambiental e contra a fazenda pública estadual no decorrer das investigações”, salienta a titular da Dema, delegada Liliane Murata.
A operação conta com o apoio da Sema, do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), da Perícia Oficial do Estado (Politec) e da Polícia Militar, por meio do Batalhão Ambiental, sendo empregado um efetivo de 40 profissionais e 17 viaturas dessas instituições.
Nome da operação
A expressão encontra paralelo na cultura regional, como no caso da abelha Mandaçaia, cujo nome indígena significa “vigia bonito”, em referência ao papel de guardiã da colmeia.
Assim, “Vigia das Águas” foi utilizada poeticamente para designar pessoas, instituições e operações policiais que agem de forma a proteger os ambientes aquáticos da bacia do Pantanal. Desse modo, seriam como guardiões dos rios, lagos e baías, zelando pela saúde e qualidade desses ambientes, essenciais para a fauna, flora e comunidades humanas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Operação mira célula de facção acusada de torturas e homicídios, e cumpre 25 mandados em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (31), a Operação Opus Nequam para desarticular uma célula de facção criminosa que atuava nos municípios de Matupá e Sinop, no Nortão de Mato Grosso.
Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados judiciais, expedidos pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, após investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Matupá e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
Entre as ordens estão 5 prisões preventivas, uma prisão temporária, 6 mandados de busca e apreensão, 6 bloqueios de contas bancárias, 6 quebras de sigilo telefônico e o sequestro de um veículo.
Os alvos são investigados por crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Investigação começou em fevereiro
As investigações tiveram início em fevereiro deste ano, a partir de ações do Núcleo de Investigação da Delegacia de Polícia de Matupá voltadas ao combate ao tráfico de drogas na região.
Durante quase seis meses de apuração, os policiais identificaram uma célula de uma facção criminosa que atuava nos dois municípios, principalmente na comercialização de entorpecentes.
As investigações também apontaram o envolvimento dos suspeitos em um esquema de lavagem dos valores obtidos com o tráfico. Os investigadores conseguiram identificar os integrantes do grupo, a forma de atuação e as técnicas utilizadas para ocultar e movimentar o dinheiro proveniente das atividades criminosas.
Além do tráfico, os integrantes da facção são apontados como envolvidos em outros crimes, entre eles roubos, furtos, torturas e homicídios.
Operação mobiliza policiais
A operação conta com a participação de 30 policiais civis e nove viaturas. A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Matupá e recebe apoio da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, Delegacia de Peixoto de Azevedo, Delegacia de Guarantã do Norte e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Matupá e Sinop. Todo o material apreendido durante a operação será encaminhado para análise e deverá contribuir para o avanço das investigações.
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