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Polícia Civil indicia mulher por morte de homem após desferir golpes de capacete na cabeça

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A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou a morte de Aldonir Ribeiro da Luz, de 48 anos, assassinado com golpes de capacete em Cocalinho. Uma mulher, de 49 anos, foi indiciada por lesão corporal dolosa seguida de morte.

No dia 6 de dezembro de 2025, por volta das 14h50, Aldonir foi agredido pela suspeita em um bar no bairro Alto Cocalinho. Ela arremessou dois capacetes contra a cabeça da vítima durante uma discussão com motivação banal. Após a agressão, o proprietário do estabelecimento apartou a briga e mandou a agressora embora.

O caso gerou grande repercussão e comoção na comunidade local. Imagens captadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que registraram toda a dinâmica do ocorrido em uma filmagem de 39 segundos, circularam amplamente nas redes sociais, chocando moradores de Cocalinho e região.

Desde as agressões sofridas, a vítima passou a apresentar um quadro de piora progressiva compatível com os traumas na cabeça. Após alguns meses, Aldonir foi encontrado pela família inconsciente e foi encaminhado ao serviço de saúde.

Os exames constataram lesão grave na região atingida pelos golpes, e a vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cocalinho, depois ao Hospital Regional de Água Boa e ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande. No entanto, a vítima não resistiu e veio a óbito em 28 de fevereiro de 2026.

Investigação

O inquérito policial reuniu um sólido conjunto de provas, incluindo imagens de câmeras de segurança do próprio bar, depoimentos de cinco testemunhas presenciais convergentes, laudos médicos hospitalares, certidão de óbito e laudo de necrópsia elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

“Os laudos periciais atestaram que o óbito decorreu dos golpes de capacete sofridos pela vítima, sem que haja qualquer indicativo de que outra causa tenha contribuído para o desfecho fatal. O nexo causal entre as agressões e a morte está plenamente confirmado pela perícia”, afirmou o delegado Carlos Alberto Silva, responsável pela investigação do caso.

Ao final das investigações, a mulher foi indiciada pelo crime de lesão corporal dolosa seguida de morte, previsto no artigo 129, §3º, do Código Penal, com pena de 4 a 12 anos de reclusão. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

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Vereador preso após atirar em eleitores de Lula paga R$ 1 mil e é solto em Mato Grosso

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Conteúdo/ODOC – O vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB), de General Carneiro (442 km de Cuiabá), foi solto nesta segunda-feira (26), após pagar fiança de R$ 1 mil. Ele havia sido preso na noite de domingo (25), suspeito de efetuar disparos durante uma comemoração pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. Duas mulheres ficaram feridas.

Segundo a Polícia Civil, o parlamentar foi autuado em flagrante pelo crime de disparo de arma de fogo. Em depoimento, ele negou que tivesse a intenção de atingir os participantes da comemoração e alegou ter atirado contra o telhado. Também afirmou que utilizou uma arma de pressão, e não uma arma de fogo.

Conforme a Polícia, os disparos teriam sido feitos para o alto, atingindo o telhado de um bar localizado nos fundos da residência do vereador. Estilhaços das telhas atingiram duas mulheres que estavam no estabelecimento. Ambas precisaram de atendimento médico.

A prisão do parlamentar ocorreu após uma negociação com policiais militares que durou cerca de 50 minutos.

Durante a ocorrência, moradores se aglomeraram em frente à residência e ameaçaram linchar o vereador. Diante da situação, os militares o algemaram e o colocaram no compartimento de presos da viatura para garantir sua segurança.

Na residência, os policiais apreenderam a arma que teria sido utilizada nos disparos, outras duas armas e uma caixa de chumbinhos calibre 5,5 mm.

A perícia foi acionada para analisar as marcas deixadas no telhado e esclarecer as circunstâncias dos disparos. As armas apreendidas, que possuem registro, também foram encaminhadas para análise pericial.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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