Polícia
Polícia Militar prende dois homens suspeitos de roubo à mão armada em Cuiabá
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Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante dois homens, na manhã desta quarta-feira (16.7), suspeitos por roubo à mão armada a uma empresa manutenção e reparação de acessórios para veículos automotores, em Cuiabá. A dupla possui mandados de prisão em aberto.
Conforme o boletim de ocorrência, as equipes receberam informações sobre um roubo em um estabelecimento comercial localizado na Rua Alameda, no bairro CPA 3. Os militares do Grupo de Apoio (GAP) intensificaram o policiamento na região e localizaram os suspeitos correndo a pé pela região.
Um dos detidos foi localizado escondido em um comércio. Ele portava um aparelho celular oriundo do roubo. Outros dois integrantes da quadrilha conseguiram fugir em um veículo modelo Onix prata. Os policiais se deslocaram ao local do crime.
Um homem relatou que realizava a instalação de som em seu veículo, quando foi rendido pelos suspeitos armados. A vítima ressaltou que foi rendida pela dupla que tentou arrancar sua corrente do pescoço. Os homens fugiram com celular e outros pertences da vítima como pulseira e anel com apoio dos demais comparsas.
Após ação criminosa, a vítima contou que perseguiu os suspeitos, no entanto, não conseguiu alcançá-los. Durante identificação dos suspeitos, os policiais militares constataram que um deles possuía dois mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça de Cuiabá e de São Paulo. Já o comparsa apenas pela 17ª Vara da Capital. Eles foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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