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Traficante presa em flagrante com drogas e arma tem prisão convertida em preventiva

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As Polícias Civil e Militar prenderam em flagrante, na última terça-feira (9.12), em Nova Bandeirantes, uma mulher, de 24 anos, por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Nessa quinta-feira (11), a prisão foi convertida em preventiva.

A suspeita foi presa em sua casa, no bairro Setor União, por volta das 20h20, em uma ação da Delegacia de Nova Bandeirantes em parceria com a Polícia Militar.

A casa já estava sendo monitorada devido à intensa movimentação de pessoas. Até que na terça-feira (9), uma equipe abordou uma motocicleta que saiu do local, em que estavam a suspeita e um homem de 21 anos.

A mulher carregava um bebê de nove meses no colo, mais um motivo para a abordagem. Ao revistá-los, os policiais encontraram com a suspeita uma porção de maconha e um revólver calibre 38, com seis munições, na cintura dela, entre seu corpo e o do bebê. Havia ainda uma sacola com mais sete munições.

Os suspeitos retornaram para a casa da investigada com a equipe policial, onde foi encontrada mais uma mulher, de 26 anos, que afirmou que estava esperando a primeira suspeita retornar com seu namorado.

Na casa, foram encontrados dois tabletes de maconha, pesando aproximadamente 3kg, 70 comprimidos de ecstasy, balança, R$ 270 em espécie e material para embalar drogas. O bebê foi entregue a familiares da suspeita.

Devido à quantidade de drogas e a suspeita já ser investigada por outro caso de tráfico de drogas e por integrar facção criminosa, a delegada Renata Taise de Carvalho representou pela conversão da prisão em preventiva, que foi deferida pela Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária

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O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.

Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.

Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.

De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.

O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.

Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.

As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.

Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.

O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.

Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.

A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.



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