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ALMT homenageia administradores e curso de eletrotécnica do IFMT em sessão especial

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou profissionais da administração e personalidades ligadas ao curso de eletrotécnica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em sessão especial realizada na noite de segunda-feira (15). Foram entregues títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos durante a cerimônia requerida pelo presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi (PSB).

O presidente do Conselho Regional de Administração de Mato Grosso (CRA-MT), Hélio Tito, destacou que o reconhecimento a esses profissionais é feito todo ano pelo poder legislativo e disse estar contente com mais essa celebração. “Hoje comemoramos 35 anos de existência do Conselho Regional de Administração. A importância dos conselhos é fiscalizar o exercício da profissão para defender a sociedade. Também celebramos 60 anos da regulamentação da profissão. No ano de 1965 foi criado o DASP, que é o Departamento Administrativo do Serviço Público, onde estão os primeiros administradores do Brasil”, afirmou.

Professora do IFMT com mais de 40 anos de docência, Teresa Irene Malheiro foi agraciada com moção de aplausos. Ela lembrou que o curso de eletrotécnica foi pioneiro no ensino técnico do estado, criado em 1966. “Foi o primeiro curso técnico oferecido pela Escola Industrial, como chamava na época, para a comunidade mato-grossense, devido a problemas com o sistema elétrico. E até hoje, entrega o seu certificado. Então, é um curso que sobreviveu ao tempo”, rememorou.

“Não sou brasileira. E quando eu cheguei aqui, a Escola Técnica abraçou a mim e ao meu irmão gêmeo. Nós nos formamos no curso de eletrotécnica e eu digo que a eletrotécnica me escolheu, porque até hoje eu trabalho com eletricidade. E é um curso importante porque ele dá uma visão. Hoje temos médicos, engenheiros, que se formaram nesse curso de segundo grau. Todos, no fundo, têm a eletrotécnica como base”, completou a portuguesa. Ela é autora do livro “Circuito da Vida: Memórias Técnicas e Humanas, o Curso de Eletrotécnica da ETFMT ao Longo de Seus 50 Anos”, que será lançado em breve.

Também entre os homenageados na sessão especial, o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, recebeu título de cidadão mato-grossense. “Recebo essa honraria tomado pela emoção por conta do carinho que eu recebi. Ela é pertencente a essa instituição [Sebrae] que aqui em Mato Grosso comemora 50 anos da sua existência, com um trabalho extraordinário. Neste momento, inclusive, quero destacar, é liderado por uma mulher que produz uma grandiosa obra para o povo do Mato Grosso, junto com a sua equipe. Isso modifica a vida de homens e mulheres aqui nesse estado tão lindo, de que eu agora passo a ser também cidadão”, colocou.

“Hoje celebramos duas categorias profissionais que marcam profundamente a história e o desenvolvimento do nosso estado, os administradores e os eletrotécnicos formados pelo Instituto Federal de Mato Grosso”, ressaltou o deputado Max Russi. “A Assembleia reconhece o valor inestimável dos administradores e administradoras, que com dedicação e competência, desempenham um papel estratégico no crescimento econômico, na modernização da gestão pública e privada, e no fortalecimento da governança em todos os níveis”, disse.

“Prestamos também justa homenagem ao curso de eletrotécnica do IFMT, campus Cuiabá, criado em 1966, como resposta ao programa de desenvolvimento industrial do nosso estado. Um curso que nasceu da necessidade de suprir a base energética do nosso processo produtivo e que, ao longo de quase seis décadas, formou profissionais que mudaram vidas e abriram caminhos para centenas de famílias”, concluiu o parlamentar.

O deputado Valdir Barranco (PT) também acompanhou a cerimônia e engradeceu o papel dos profissionais homenageados para desenvolvimento do estado. “Acho que é uma celebração que aponta para a importância da educação. Essas formações são de extrema importância para o desenvolvimento do comércio, das empresas de Mato Grosso, da vida das pessoas, da economia. Então, é mais do que justo que nós possamos fazer essa homenagem. E eu me sinto muito honrado de participar desse momento tão importante”, declarou.

Veja abaixo a lista completa de homenageados:

Título de Cidadão Mato-Grossense do CRA-MT

1. Alex Sandre Rodrigo Pereira Cazelli

2. Décio Nery de Lima

3. Edelmira Rodrigues da Costa

4. Francisco Costa

5. Gilmar Camargo de Almeida

6. Idalberto Chiavenato

7. Isabela Regina Fornari Muller

8. Márcio Luiz França Gomes

9. Mauricio Pinto Pereira Juvenal

10. Pablliny Antunes Emídio

11. Roberto Henrique Dahmer

Moções de Aplausos pelos 35 Anos de Criação do CRA-MT

12. Adriana Regina Redivo

13. Ana Cristina Peron Domingues

14. Anderson Gjeller Froehlich

15. Anderson Nunes de Carvalho Vieira

16. André Luiz Spinelli Schelini

17. Bruna Almeida Siqueira de Faria

18. Carlos Braguini

19. Cesar Alberto Miranda Lima Santos Costa

20. Cláudio de Oliveira Brandão

21. Clodoaldo Aparecido Cesconetto

22. Edson Trombine Leite Junior

23. Elvys Patrick Ferreira de Oliveira

24. Fernanda Campos

25. Flavio Augusto Cella de Oliveira

26. Gustavo Domingos Sakr Bisinoto

27. Jakeline Ferreira Souza

28. Janaína R. Bando

29. Jardel Rogério Lemos

30. Jefferson Gustavo Capelli

31. João Bosco Pereira de S. Cajueiro

32. José Ivo Fernandes de Oliveira

33. José Wenceslau de Souza Júnior

34. Leonardo José Macedo

35. Luis Alberto Nespolo

36. Marianna Biagi Pache

37. Marlon Geraldo Ribeiro

38. Mauro dos Santos Leonidas

39. Milton Ferreira Junior

40. Moisés Philip Botelho

41. Nadia Ligianara Dewes Nyari

42. Ocimar Edson de Oliveira

43. Priscila Rosa da Silva

44. Rogério Claudiano Costa

45. Rosana Cristina Guimarães Santos Rocha

46. Rosana Sifuentes Machado

47. Roseney Cotrim de Araujo Rodrigues

48. Rosicley Nicolao de Siqueira

49. Serapião Júnior

50. Silvio Cesar Pereira Rangel

51. Tiago Goecks

52. Vanessa Chiamulera

Moção de Aplausos pelos 50 Anos do Curso de Eletrotécnica do IFMT

53. Air Bom Despacho e Silva

54. Alessandro Marcondes Alves

55. Alex Rodrigo Trindade Dias

56. Alexandre Magalhães Nascimento

57. Antônio Fernando Jorge Ribeiro Carvalho Malheiro

58. Antônio Pereira de Oliveira

59. Arlan de Azevedo Ferreira

60. Bernanci Pedroso de Almeida

61. Cristovam Albano da Silva Junior

62. Doutor Cyríaco Fortunato

63. Edelson Silva Duarte

64. Edna do Carmo Negrini

65. Eduardo Martins Alves

66. Eliete Curvo

67. Evaldo Duarte de Barros

68. Frederico Mansur Gaíva

69. Irênio Amaro da Silva

70. Joalino Domingos Ferreira

71. Joilson Marques de Campos

72. José Bispo Barbosa

73. Júlio Cézar Ferraz Muzzi

74. Kleber Franklin Ferreira de Lima

75. Lauro Leocádio da Rosa

76. Lioniê Vitório

77. Luiz Carlos de Figueiredo

78. Luiz Rondon de Almeida Correa

79. Mackelee Katinavuhe Dourado Chagas

80. Marco Antônio Castro Pinto

81. Marcos Vinicius Santiago Silva

82. Maria Conceição de Sant’Ana Barros Escobar

83. Maria de Lourdes Shiraishi Barini

84. Marisa de Fátima Leão Castillo

85. Mauricio Morbeck Curvo

86. Mikió Matsubara

87. Miriam Bodstein

88. Miriam Ross Milani

89. Nélson Yoshio Ito Suzuki

90. Otacílio Borges Canavarros

91. Paulo Roberto de Araújo Campos

92. Rafael Alves Seixas

93. Rinaldo Ribeiro D’Almeida

94. Robson Kleber de Lima

95. Rogério Marques de Almeida

96. Rosalina Pereira Silva

97. Serly Marcondes Alves

98. Severo Sampaio

99. Teresa Irene Ribeiro de Carvalho Malheiro

100. Vladis Flesky dos Anjos

101. Zélia da Silva Vitório

Fonte: ALMT – MT

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Expansão do uso de drones exige incentivo à indústria, dizem debatedores

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O Brasil tem 177 mil drones cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com cerca de 10 mil novos registros por mês. Usados em atividades diversas, como agronegócio, saúde pública, segurança pública, manutenção urbana e defesa nacional, os equipamentos têm ampliado sua presença no país. A expansão do mercado, no entanto, envolve desafios regulatórios, tecnológicos e de desenvolvimento da indústria, além de exigir a articulação entre governo e setor produtivo.

As informações foram apresentadas nesta terça-feira (8) durante audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) para discutir a viabilidade de um programa nacional de drones. Participaram representantes da Força Aérea Brasileira, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e de empresas do setor.

Marco legal

Autor do requerimento (REQ 87/2026 – CCT) para a audiência, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que a CCT deverá realizar outros dois debates sobre o tema. Segundo ele, a intenção é reunir as diferentes demandas do setor para elaborar um marco legal que contribua para o desenvolvimento das atividades com drones. O senador também defendeu a criação de uma frente parlamentar para apoiar o setor.

— O meu interesse aqui é criar um marco legal dos drones, alguma coisa do tipo que consiga congregar todas as dificuldades existentes em termos de legislação e orientar a regulação também para ela poder trabalhar baseado em lei, e ajudar o desenvolvimento do setor, a operação do setor, tirar os entraves, e que a gente consiga desenvolver o país — afirmou.

Obstáculos

Representante da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Júlia Lopes da Silva Nascimento disse que, embora o ambiente regulatório esteja em constante evolução, há obstáculos estruturais ao desenvolvimento do mercado.

Júlia Nascimento citou a alta carga tributária; a falta de incentivos para a cadeia produtiva nacional; a escassez de mão de obra especializada; o baixo fomento à pesquisa; o acesso limitado a financiamento e crédito e a ausência de uma estratégia nacional para a indústria, os operadores e o mercado.

Ao propor diretrizes para um Programa Nacional de Drones, o presidente da ABDrone, Pedro Curcio Júnior, defendeu políticas públicas para estimular a indústria brasileira, incluindo redução de impostos sobre equipamentos e componentes, apoio a pequenos empreendedores e ampliação dos recursos para pesquisa e desenvolvimento.

Curcio Júnior ressaltou ainda a necessidade de integração entre Anac, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Deea), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e outros órgãos envolvidos. Segundo ele, a articulação entre governo e setor produtivo é necessária para acompanhar o crescimento do mercado e ampliar as operações.

Soberania e indústria nacional

O major-brigadeiro-do-ar Frederico Casarino afirmou que o desenvolvimento de drones nacionais é estratégico para a soberania brasileira nos campos da defesa e da tecnologia. Ao apresentar capacidades e projetos atuais da Força Aérea Brasileira, ele defendeu a redução da dependência de tecnologias estrangeiras por meio do fortalecimento da indústria nacional e do desenvolvimento de sistemas próprios.

— O melhor parceiro do Brasil é o próprio Brasil — afirmou.

O CEO da SkyDrones, Ulf Bogdawa, também defendeu o fortalecimento da indústria brasileira. Ele apontou desafios relacionados à segurança de dados, à entrada irregular de equipamentos importados e ao acesso de pequenas empresas a programas de inovação e financiamento. Bogdawa defendeu ainda políticas de incentivo à inovação, à formação de engenheiros e ao desenvolvimento de tecnologias nacionais.

Segurança operacional

Diretor substituto da Anac, Cláudio Beschizza Ianelli mencionou mudanças recentes na regulamentação dos drones. Segundo ele, a adoção de uma metodologia de análise de risco permite maior flexibilidade nas operações, sem reduzir os requisitos de segurança. Ele também destacou a necessidade de integração entre órgãos públicos, setor produtivo e áreas técnicas para acompanhar a expansão das operações e aprimorar a segurança.

O CEO e cofundador da Speedbird Aero, Manoel Coelho, afirmou que o Brasil tem condições técnicas e regulatórias para ampliar o uso de drones, mas precisa avançar na coordenação entre os órgãos envolvidos e na integração dos sistemas de controle do espaço aéreo. Ele defendeu mecanismos de identificação e comunicação entre drones e aeronaves tripuladas para ampliar as operações com segurança, especialmente em áreas de grande circulação aérea.

— Se focarmos em dar capacidade às nossas empresas a operarem com escala, operarem com segurança, nós vamos com certeza diferenciá-los dos outros que não querem fazer o mesmo — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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