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Deputadas devem conduzir CPI do Feminicídio que começa a tramitar na Assembleia

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Deputada estadual Janaína Riva (MDB), presidente do partido em Mato Grosso, juntamente com as deputadas Edna Sampaio (PT) e Sheila Klener (PSDB), anuncia em entrevista coletiva nesta terça-feira (26), na Assembleia Legislativa, a intenção das três parlamentares em compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio, que teve pedido de instauração lido em sessão ordinária na semana passada.

O requerimento de pedido de instalação da CPI do Feminicídio foi apresentado pela ex-vereadora Edna Sampaio (PT), deputada estadual em exercício. Conforme a deputada Janaína Riva, a expectativa das três parlamentares é que a condução da CPI seja liderada por mulheres.

A CPI terá como objetivo – segundo a deputada – de investigar o aumento dos crimes de feminicídios no Estado, “identificar os responsáveis nas diferentes esferas federativas e, em diálogo com a sociedade, propor políticas públicas eficazes de combate à violência”.

Janaína Riva justifica a preocupação com os crimes de feminicídio no Estado. Segundo ela, em 2024, o Brasil registrou 1.450 feminicídios, e Mato Grosso apresentou, pelo segundo ano consecutivo, a maior taxa proporcional do país. Foram 47 mulheres assassinadas por motivação de gênero, o que corresponde a 1,23 casos por 100 mil habitantes – a maior média nacional, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.  O estado liderou o ranking nacional nos anos de 2023 e 2024.

O requerimento de instalação da CPI do Feminicídio conta com a assinatura dos deputados Wilson Santos (PSD), Doutor João (MDB), Janaina Riva (MDB), Thiago Silva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Faissal Kalil (Cidadania), Elizeu Nascimento (PL), Sheila Klener (PSDB), Eduardo Botelho (UB) e Júlio Campos (UB).

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Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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