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Deputado Max Russi vê como retrocesso a liberação de animais em circos em MT

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“Vejo isso como um retrocesso. Meu voto é contrário a essa mudança. Tenho defendido a causa animal desde o primeiro dia de mandato e não é o momento de retroceder, mas sim de avançar”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), nesta quarta-feira (29) durante coletiva sobre o projeto de lei que permite a volta do uso de animais em espetáculos circenses no estado.

A proposta, que surgiu como um substitutivo ao projeto original do deputado Diego Guimarães, inverteu a intenção inicial de proibição, passando a autorizar a prática sob regras de bem-estar animal, medida que Russi classifica como um passo atrás. O parlamentar acredita ainda que a proposta, da forma como está redigida atualmente, não terá o apoio da maioria dos parlamentares para ser aprovada.

Para Russi, o debate sobre o uso de animais em circos deve ser feito em alto nível, respeitando a pluralidade da Casa, mas mantendo a coerência com os avanços já conquistados. “Cada deputado tem sua ideologia e ponto de vista, mas meu compromisso é com a evolução das políticas de proteção. Da forma que o projeto está, meu voto é não”, concluiu.

Pioneirismo na Causa Animal

Max lembrou que sua atuação no tema é consolidada por ações práticas e inéditas no Legislativo. Ele foi o primeiro parlamentar a criar uma câmara setorial temática para debater o bem-estar animal e o responsável por garantir, pela primeira vez, uma verba específica no orçamento do Estado para políticas públicas voltadas à proteção dos animais.

“Se antes você quisesse destinar recursos para a causa animal, não existia sequer um espaço no orçamento para isso. Nós fizemos esse trabalho de base. Criamos o Grupo de Trabalho em Defesa da Causa Animal e desenvolvemos uma cartilha educativa para conscientizar crianças sobre o respeito aos animais”, pontuou.

Além da atuação direta no plenário, Max Russi é autor de legislações que já transformaram a causa animal em política pública. Entre os destaques estão a Lei nº 12.646/2024, que criou a campanha Abril Laranja contra os maus-tratos, e a Lei nº 12.851/2025 (Eco Bike), que une o fomento ao transporte sustentável com a conscientização sobre o bem-estar animal.

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Mato Grosso

“Alexandre fora”: Medeiros promete colocar impeachment do STF na pauta do Senado

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O senador eleito por Mato Grosso José Medeiros (PL), que recebeu 977.777 votos, afirmou nesta segunda-feira (5) que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser a primeira pauta do novo Senado. A declaração foi dada em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan.

Só o partido dele, o PL, elegeu 19 novos senadores, chegando a 28 parlamentares, a maior bancada do Senado. Questionado se essa nova composição já seria suficiente para trazer equilíbrio entre os Poderes ou se seria necessário levar a pauta adiante, Medeiros foi direto e citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

“Bom, antes do Carnaval, se possível, Alexandre fora. Depois do Carnaval, Flávio Dino e Gilmar costeando o alambrado do impeachment”, afirmou.

Críticas a Alexandre de Moraes

Na sequência, o senador eleito relacionou a crítica a episódios da própria campanha em Mato Grosso. Segundo ele, no dia seguinte a um embate com Alexandre de Moraes, teve o tempo de propaganda eleitoral reduzido e passou a sofrer restrições impostas pela Justiça Eleitoral

“O Alexandre, inclusive, pediu a prisão dele durante esse episódio aí, porque ele estava fazendo coação no curso do processo. E, coincidentemente, no outro dia, ele tirou metade do meu tempo aqui no Mato Grosso e eu fiquei proibido de falar aqui pelo TRE. Minhas redes foram tiradas do ar, porque eu disse que eles tinham interferido na eleição aqui”, declarou.

Durante a campanha, uma decisão do STF redistribuiu o tempo de propaganda eleitoral da coligação, que antes destinava cerca de 60% a Medeiros e 40% a Janaína Riva (MDB), passando para divisão igualitária entre os dois candidatos. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) também determinou a suspensão dos perfis de Medeiros nas redes sociais até o fim do primeiro turno.

“Eles jogam sujo”

Medeiros afirmou que os ministros do STF assumiram prerrogativas que seriam do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornaram protagonistas do processo eleitoral.

“Eles tomaram as prerrogativas do TSE, eles invadiram, eles foram os grandes protagonistas dessa eleição, sendo que devia ser o eleitor, né? Então, assim, não dá, não dá pra conviver com esses caras, eles realmente jogam sujo”, disse.

O áudio vazado

O senador eleito também comentou o vazamento de um áudio enviado por ele ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes. Na gravação, Medeiros afirma que seu eleitor “bebe detergente e reza pra ET”. Segundo ele, o áudio acabou chegando, de forma recortada, às mãos de uma adversária.

“Esse áudio mesmo meu aí, não tenho dúvida, eu mandei pro irmão do ministro e eu tenho certeza que não foi ele que vazou pra imprensa. Como é que esse áudio chegou e foi parar, provavelmente, na mão da minha adversária e ser todo recortado? Então não dá pra conviver com um juiz apitando o jogo e marcando o gol pro adversário”, concluiu

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