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PF encontra foto de Paulo Gonet com Daniel Vorcaro em Londres em celular do banqueiro

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Uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em Londres, foi encontrada pela PF no celular do banqueiro, segundo O Globo.

Na imagem, Gonet aparece com um charuto e copos de uísque na mesa.A foto foi enviada a Vorcaro em junho de 2025 pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do banco, com a mensagem “PG me mandou”.

A PGR confirmou a autenticidade e disse que Gonet já admitiu ter participado do evento, que reuniu outras autoridades.As mensagens vieram à tona após o ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master, divulgar um relatório da PF que cita Gonet e o ministro Alexandre de Moraes.

 

Gonet defendeu a anulação do documento e disse que a relação com Vorcaro foi “brevíssima e banal”, mas o relatório aponta proximidade.

De acordo com a PF, em abril de 2024, Ciro afirmou que “Gonet é firme” e que ele teria ajudado Jarbas Soares Júnior em disputa no CNPG. Em março de 2025, Ciro enviou foto com Gonet e fez uma ponte para os dois conversarem por telefone. Ainda em março, Ciro repassou mensagens atribuídas a Gonet sobre a viagem a Londres, incluindo “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macallan!”.

Dias depois, Vorcaro autorizou o pagamento da viagem do filho do PGR para Londres. Em abril, após reportagem sobre o Master e o BRB, Ciro disse que iria até a PGR falar com Gonet.

O caso começou a ser analisado pelo plenário do STF na terça (15) e foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.

Com informações do G1

 

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Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira

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A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, eleitoras e eleitores não podem ser presos ou detidos. Isso vale até o dia 27 deste mês. O objetivo é evitar que o cidadão seja impedido de exercer seu direito ao voto. 

Essa proteção está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral. A medida remonta ao primeiro Código Eleitoral do país, de 1932, que buscava evitar a intimidação dos eleitores pelos chamados “coronéis” (chefes políticos regionais da época).

Mas há três exceções em que o eleitor poderá ser detido ou preso nesse período:

  • flagrante delito;
  • sentença criminal condenatória por crime inafiançável;
  • desrespeito a salvo-conduto.

Candidatos

A proteção do Código Eleitoral também se aplica às candidatas e aos candidatos que concorrerem no segundo turno, mas com um prazo maior: eles não podem ser presos ou detidos desde 10 de outubro — e essa “imunidade” se estende até o próximo dia 27.

Só há uma exceção: o candidato pode ser preso em caso de flagrante delito.

Conforme destacam vários tribunais regionais eleitorais, o objetivo é assegurar o equilíbrio da disputa, evitando que prisões sejam realizadas com o objetivo de prejudicar candidatos.

Mesários e fiscais

Mesários e fiscais de partido também têm direito à imunidade eleitoral (eles somente poderão ser detidos ou presos em caso de flagrante delito). Mas a imunidade só vale enquanto enquanto eles estiverem exercendo suas funções.

Prisão

Quando acontecer uma prisão, o preso deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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