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Dia do Quadrilheiro Junino: dançantes mantêm a cultura viva

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Se não pode haver São João sem dança de quadrilha, não pode haver quadrilha junina sem os dançantes que mantêm viva a cultura e a alegria das festas, por meio de cantos e gestos, além da tradição popular. E em homenagem aos responsáveis por essa animação, é celebrado nesta sexta-feira (27) o “Dia do Quadrilheiro Junino”. Ser quadrilheiro é mais do que dançar. É ensaiar com vontade, vestir a animação e empolgar o público.

As quadrilhas foram trazidas pela corte portuguesa ainda no começo do século 19. O que era uma dança de salões da elite parisiense, se tornou uma das principais formas de manifestação popular brasileira.

O que era uma dança de apenas quatro casais, se ampliou para até milhares de pares, como no caso de Campina Grande, na Paraíba, famosa por promover uma das maiores festas de São João do Brasil. 

Com elementos culturais, religiosos e folclóricos, as quadrilhas ganharam importância econômica e turística, principalmente na região nordestina.

No ano passado, a quadrilha junina foi reconhecida oficialmente como manifestação da cultura nacional, ao lado das escolas de samba, do forró e das festas juninas. 

E a melhor forma de comemorar é dançando. Na zona da mata pernambucana, por exemplo, acontece nesta sexta-feira a segunda noite do concuro da Federação Estadual de Quadrilhas Juninas. A etapa final da competição será na cidade pernambucana de Goiana, nos dias 5 e 6 de julho.


Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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