Várzea Grande
Prefeitura e Fipe realizam primeira reunião de alinhamento sobre saneamento básico
Várzea Grande
Processo tem três grandes fases: estudo técnico, consultas e audiências públicas e o leilão e será implementado de forma totalmente transparente
A Prefeitura de Várzea Grande e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) se reuniram, ontem (15), de forma virtual, para alinhar ações sobre os estudos técnicos de viabilidade da concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE). A próxima reunião deve ocorrer no dia 30, às 16h, horário de Mato Grosso.
A secretária de Assuntos Estratégicos e gestora da Comissão de Trabalho para acompanhar, alinhar tecnicamente e executar ações, Ina de Maria, destaca que a reunião serviu para dar os primeiros passos ao alinhamento das ações do estudo técnico. “Esta é a maior ação da história de Várzea Grande no saneamento básico. A Prefeitura vai acompanhar de perto e vai apoiar para que o estudo técnico seja feito de forma eficaz e que atenda todos os anseios do Município”, disse Ina.
O coordenador técnico de projetos Fipe, André Luis Squirize Chagas, relata que o estudo feito pelo Instituto irá atender todas as características do Município. “É um trabalho que vai dedicar muito esforço da Fipe e também da Prefeitura de Várzea Grande. Vamos mudar a realidade. Será uma experiência grande para o Município. Fico feliz em fazer parte deste grande projeto. Cada trabalho, aprendo um pouco e quero aprender muito sobre Várzea Grande e entregar um projeto que atenda a real necessidade”, conta André.
O consultor sênior da Fipe, Marcelo Pedace Vieira, relata que a ação não irá proporcionar apenas água e saneamento, mas sim, “saúde pública e qualidade de vida aos várzea-grandenses. Vamos nos esforçar e dar o melhor serviço ao município de Várzea Grande. Tenho a honra e o privilégio de participar deste grande projeto”, destaca.
O engenheiro sanitarista da Secretaria Municipal de Obras, Dyoni Toshio Trettel, parabenizou o empenho da Fipe e a união de esforços com a Prefeitura. “Nosso Município nunca teve um empenho tão grande no assunto saneamento básico. Fico feliz em ver a dedicação desta gestão e também da Fipe. Todos estão com vontade de prestar um serviço de qualidade aos nossos munícipes”, declara.
O coordenador técnico da Fipe explicou que todo o processo tem três grandes fases: estudo técnico, consultas e audiências públicas e o leilão. “Estamos começando o estudo técnico, nesta fase, temos o primeiro diagnóstico e a análise de como está a situação. Assim vamos analisar quais itens obrigatórios que a concessão precisa atender. A Fipe tem o compromisso de entregar este estudo técnico o mais rápido possível”, disse Chagas.
CONTRATO COM FIPE – A elaboração deste estudo é fundamental para a valoração do DAE e, então, para a publicação do edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para início de processo de concessão pública.
Em junho, durante visita à sede da Fipe, em São Paulo, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o vice-prefeito, Tião da Zaeli – ambos do PL -, pontuaram que resolver o problema do abastecimento de água foi a principal proposta dentro da campanha eleitoral. “Temos de encarar este problema de frente e o Tião e eu estamos fazendo exatamente isso. Estamos dando início ao processo de viabilidade da concessão do DAE. Todo processo para concessão será transparente e discutido com a nossa população”, declara Moretti.
Confira os nomes dos membros da Comissão da prefeitura que irão acompanhar os trabalhos da Fipe:
I – Preposta: Inaciray Ramos de Brito Tavera (secretária Ina de Maria)
II – Departamento de Água e Esgoto: Hércules Thiago Batistella Sguarezi e Rosiley Nunes de Paula; Laudo Rodrigues da Silva
III – Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos: William Takemura Iwakura
IV – Secretaria Municipal de Viação e Obras: Dyoni Toshio Trettel Hataqueiama e Raulmar Rodrigues de Freitas
Várzea Grande
Janaina diz que Várzea Grande “não é extensão de Cuiabá” e cobra serviços públicos de qualidade
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu mais investimentos e estrutura própria de serviços públicos para Várzea Grande e afirmou que o município não pode ser tratado como uma extensão de Cuiabá. A declaração ocorreu durante agenda política nos bairros Mapim e Chapéu do Sol, na segunda-feira (1º).
Para Janaina, a população várzea-grandense precisa ter acesso aos mesmos padrões de atendimento encontrados na Capital, especialmente em áreas consideradas essenciais.
“Várzea Grande não pode ser auxiliar de Cuiabá, porque não é extensão de Cuiabá. Os serviços ofertados em Cuiabá têm que ser ofertados na mesma qualidade aqui, porque aqui é a segunda maior cidade do estado e nós vamos lutar por isso”, afirmou.
A saúde foi apontada pela candidata como um dos principais problemas enfrentados atualmente pela população. Janaina também criticou a falta de creches e de escolas em período integral e afirmou que existe uma contradição entre a riqueza produzida por Mato Grosso e a desigualdade vivida por parte da população.
“Não é justo tantos ganhando tanto, usufruindo das benesses do poder e não ter creche pros nossos filhos, não ter escola em período integral… Ter uma saúde como é a saúde de Várzea Grande, uma das piores do estado de Mato Grosso”, disse.
Outro ponto levantado durante a agenda foi a falta de água na Baixada Cuiabana. Janaina defendeu a ampliação da utilização de poços artesianos e melhorias na distribuição, além de destacar o déficit habitacional de Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo ela, a região também enfrenta dificuldades diante da ausência de programas habitacionais capazes de atender famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, enquanto os preços dos aluguéis pressionam ainda mais o orçamento da população.
Segurança e proteção às mulheres
Na área da segurança pública, Janaina lembrou ações que, segundo ela, foram articuladas durante sua passagem pela Assembleia Legislativa, como a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas e a chegada do Instituto Médico Legal (IML) a Várzea Grande.
A candidata afirmou que ainda existem dificuldades no atendimento a vítimas de violência, especialmente crianças, e criticou a necessidade de deslocamento de profissionais para a realização de perícias.
“Até hoje, uma criança violentada aqui em Várzea Grande, às vezes tem que esperar 12 horas para vir um perito para Várzea Grande para poder fazer um laudo com uma criança violentada. É uma vergonha”, declarou.
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