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Força Tática recupera veículos, prende três pessoas suspeitas por roubo e porte ilegal de arma de fogo

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Dois homens e uma mulher, com passagens criminais, foram presos na noite desta terça-feira (5.8), suspeitos por roubo e porte ilegal de arma de fogo, no bairro Jardim Belo Panorama, no município de Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional apreenderam um revólver, recuperaram veículos e outros objetos de origem ilícita.

Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero no combate às facções criminosas, os policiais militares receberam denúncia de que dois homens, em um veículo HB20, estariam trafegando em alta velocidade e que um dos pneus do carro estava estourado.

Em rondas pela região, os policiais localizaram o automóvel e flagraram dois homens correndo para dentro de uma casa. O carro havia registro de roubo no município, sendo recuperado em seguida.

Os militares entraram no imóvel e abordaram um suspeito no quintal. O homem portava uma arma de fogo na cintura. Outros dois suspeitos foram abordados e rendidos dentro da residência. Com um deles, os policiais localizaram uma faca grande.

Durante abordagem, um dos suspeitos relatou que estava passando mal. Os militares acionaram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que os levaram para atendimento médico.

Ainda durante buscas na residência, os militares da Força Tática encontraram diversos objetos de origem ilícita como relógios, facas, correntes, celulares e anéis.

Os policiais encontraram ainda a chave de uma Hilux, um veículo modelo Gol verde, e uma motocicleta modelo Biz, todos com suposta utilização em ações criminosas no município.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Filha de empresária assassinada em MT crítica internação de padrasto com dinheiro público

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Conteúdo/ODOC – A biomédica Caroline Fernandes criticou o uso de recursos públicos para custear o tratamento psiquiátrico do padrasto, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a esposa, a empresária Gleici Keli Geraldo, e esfaquear a filha do casal, então com 7 anos. Atualmente, ele está internado em uma unidade de saúde em Cuiabá.

Em publicações feitas nas redes sociais no domingo (6), Caroline, que é filha de Gleici, classificou a situação como uma “piada de mau gosto” e voltou a questionar a condição psiquiátrica atribuída ao acusado.

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu.

As manifestações ocorreram após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, divulgar trechos de imagens das câmeras de segurança da residência onde ocorreram os ataques, em Lucas do Rio Verde (a 330 km de Cuiabá).

Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha dela com Daniel, então com 7 anos, foi atingida por oito facadas. A criança sobreviveu e recebeu atendimento médico.

Ao comentar as gravações, Caroline citou atitudes do padrasto registradas cerca de 40 minutos antes do crime que, na avaliação dela, colocariam em dúvida a tese de que ele não tinha consciência dos próprios atos.

Entre os comportamentos mencionados estão a escolha da faca que seria utilizada no crime e uma suposta tentativa de interferir em uma câmera de segurança da residência.

“Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem”, afirmou.

Caroline também descreveu o momento em que, segundo ela, Daniel teria atacado a própria filha depois de matar Gleici.

“Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, escreveu.

A biomédica ainda questionou o fato de Daniel, conforme relatou, ter conseguido fornecer detalhes sobre o ocorrido logo após os ataques e, posteriormente, ter alegado não se lembrar do que havia feito.

Outro ponto levantado por Caroline envolve uma suposta ameaça que teria ocorrido dois dias antes do assassinato.

Segundo a versão apresentada pela família, uma irmã de Daniel teria conversado com Gleici e, posteriormente, orientado que as facas da residência fossem escondidas.

“Se essa pessoa, inclusive, conversa com a irmã 2 dias antes do crime e ela, 1 hora após essa conversa, pede para esconder as facas de casa? Esse pressentimento ruim para mim tem outro nome…”, escreveu.

Imagens do crime

A divulgação das imagens das câmeras de segurança foi feita pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que também questionou publicamente a versão de que Daniel teria agido durante um surto psiquiátrico.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu.

Segundo o advogado, as gravações também teriam registrado conflitos entre Gleici e Daniel nos dias anteriores aos ataques, especialmente por questões financeiras. Entre os motivos das discussões estariam uma botina, uma antena Starlink e R$ 2,2 mil.

Pouso afirmou ainda que Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha dois dias antes do crime. Uma irmã do engenheiro teria alertado a empresária sobre a situação e recomendado que ela escondesse as facas da residência.

De acordo com o advogado, Daniel posteriormente descobriu que Gleici havia recebido o alerta e teria demonstrado irritação.

A condição mental de Daniel é alvo de discussão no processo. A defesa sustenta que o engenheiro não tinha consciência de seus atos no momento dos crimes. A conclusão sobre sua condição psiquiátrica, no entanto, é contestada pelo Ministério Público e pela família de Gleici.

Segundo Pouso, familiares de Daniel conseguiram a interdição dele após o crime. Posteriormente, o acusado teria reivindicado, durante o processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados por Gleici.

O advogado afirmou ainda que a homologação do primeiro laudo psiquiátrico foi anulada. Uma nova avaliação foi realizada posteriormente por uma junta formada por três peritos.

Caberá à Justiça decidir sobre a condição mental de Daniel e seus efeitos no processo criminal.

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