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Abilio diz que homem armado com faca entrou na Prefeitura à procura dele: “Disse que queria resolver as coisas”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), revelou que um homem armado com uma faca entrou na sede da Prefeitura com a intenção de procurá-lo. A fala ocorreu durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (26), em que o gestor anunciou a ampliação do sistema de monitoramento da Capital, integrando câmeras de diversas áreas públicas para reforçar a segurança.

Segundo Abilio, o episódio aconteceu na semana passada.

“Nós tivemos um caso, em que uma pessoa tentou entrar na prefeitura na semana passada, com uma faca ou canivete. Fez de conta que iria visitar o mirante só que quando ela entrou, as câmeras da prefeitura identificou algumas passagens policias, acendeu um alerta para o nosso GSI”, disse o prefeito.

 

De acordo com o prefeito, o suspeito estava com um objeto cortante semelhante a um canivete e foi conduzido à delegacia após a chegada da Polícia Militar. Ele avaliou que o homem aparentava estar em surto ou sob efeito de drogas.

 

“Ele falou que estava vindo intencionado a resolver as coisas com o prefeito”, acrescentou.

 

Na coletiva, o prefeito defendeu que a integração das câmeras de mobilidade urbana, saúde e educação com os sistemas de segurança pode evitar situações semelhantes.

Ao invés de a gente criar uma nova central e gastar recursos com isso, vamos fazer quase que um consórcio dentro da Semob. A ideia é que, se uma pessoa procurada pela polícia entrar em qualquer órgão público, seja notificada imediatamente”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com as polícias Militar e Civil, que informaram não haver registro da ocorrência descrita pelo prefeito.

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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