Política
Fórum LIDE Mato Grosso coloca sustentabilidade e desenvolvimento no centro do debate nacional
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A primeira edição do Fórum Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico – LIDE Mato Grosso reuniu, nesta semana, lideranças políticas, empresariais e especialistas em meio ambiente para discutir o futuro do crescimento brasileiro sob o tema “Sustentabilidade, crescimento e futuro”. O evento colocou Mato Grosso em evidência como protagonista das discussões sobre o equilíbrio entre produção, preservação e inovação.
Entre os convidados de honra esteve o ex-presidente Michel Temer, que destacou a necessidade de estabilidade política e segurança jurídica como bases para atrair investimentos sustentáveis. Temer lembrou sua trajetória de articulação institucional e defendeu que a cooperação entre Executivo, Legislativo e setor privado é condição essencial para que o Brasil avance em inovação sem perder o foco no equilíbrio ambiental.
O governador em exercício, Otaviano Pivetta, também marcou presença, reforçando a importância de Mato Grosso como referência em produção agropecuária e ressaltando que o desafio do estado é avançar em produtividade com menor impacto ambiental. Pivetta destacou programas estaduais de monitoramento e iniciativas de regularização fundiária como caminhos para aliar competitividade e responsabilidade.
Economia verde e confiança do mercado
O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles abordou os desafios econômicos, defendendo que o equilíbrio fiscal é indispensável para dar segurança a investidores que apostem na transição energética e na bioeconomia. Segundo ele, a previsibilidade macroeconômica abre espaço para o crescimento de cadeias produtivas sustentáveis.
O chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, destacou que o fórum se consolida como um espaço de integração entre líderes políticos e empresariais, lembrando que a inovação depende tanto de políticas públicas quanto da iniciativa privada.
O papel dos estados e da política nacional
O governador Mauro Mendes ressaltou o papel de Mato Grosso como maior produtor de grãos do país e defendeu políticas que garantam que a expansão agropecuária não comprometa o meio ambiente. Mendes afirmou que o estado tem investido em tecnologia e transparência no monitoramento ambiental para responder às pressões internas e externas sobre o desmatamento.
O ex-governador de São Paulo e co-chairman do LIDE, João Doria, falou sobre a importância de alinhar a política estadual às metas globais de sustentabilidade. Ele destacou que fóruns como o de Mato Grosso são fundamentais para consolidar parcerias estratégicas entre diferentes regiões do país.
Já o deputado federal Arnaldo Jardim defendeu que a Frente Parlamentar da Cidadania, que preside, deve atuar de forma transversal para consolidar uma agenda nacional de desenvolvimento sustentável, unindo estados e União em torno de metas climáticas.
Energia, Amazônia e inovação
O ex-presidente da Petrobras e senador Jean Paul Prates apresentou um panorama da transição energética, destacando que o Brasil pode se tornar protagonista mundial ao diversificar sua matriz e acelerar investimentos em energia limpa.
O superintendente da Fundação Amazônia Sustentável, Virgílio Viana, reforçou que a Amazônia é o ativo estratégico mais importante do país, e que a bioeconomia é a chave para conciliar desenvolvimento econômico e preservação da floresta.
Já o economista Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE, fez uma análise crítica da conjuntura, lembrando que o crescimento sustentável exige inovação na gestão pública e responsabilidade social como fundamentos da competitividade global.
Síntese do encontro
O Fórum LIDE Mato Grosso deixou evidente que o desenvolvimento sustentável brasileiro depende de uma aliança entre estados produtores, como Mato Grosso, e a formulação de políticas nacionais que atraiam investimentos verdes. Ao integrar falas de ex-presidentes, governadores, ministros e especialistas, o evento mostrou que o país dispõe de capital humano e natural para ser referência mundial em sustentabilidade — desde que consiga transformar compromissos em ações concretas.
Política
Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais
O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.
Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).
Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.
O projeto de lei prevê ainda:
- a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
- a adoção de padrões de interoperabilidade; e
- a observância da legislação de proteção de dados pessoais.
A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.
Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.
A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.
O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.
“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
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