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“Mato Grosso é um pedaço do Brasil que tem dado muito certo”, afirma vice-governador

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O vice-governador Otaviano Pivetta destacou, nesta segunda-feira (8.9), durante o Lide Brazil Development Forum 2025, em Washington (EUA), que Mato Grosso é um exemplo em produção sustentável para o Brasil e o mundo. Além disso, o Estado faz o maior pacote de infraestrutura do país, batendo a meta de 6.000 quilômetros de asfalto novo até o final do ano.

Otaviano ressaltou que Mato Grosso é um dos maiores produtores do mundo, são 110 milhões de toneladas ao ano, preservando 60% de seu território e utilizando 92% de energia limpa.

“Mato Grosso é um pedaço do Brasil que tem dado muito certo. É um gigante de oportunidades para agregar valor à produção. Temos espaço ainda para crescer na suinocultura e avicultura, que são proteínas acessíveis, e toda a base alimentar está aqui. Atualmente, contamos com 18 usinas de biodiesel, 12 de etanol de milho e outras seis em construção. É um ambiente muito favorável para quem quer investir”, afirmou.

“Investimos cerca de 20% de todas as nossas receitas. Em logística, construímos aproximadamente mil quilômetros de estradas por ano, já entregamos 6 mil km de asfalto novo e mais de 300 pontes de concreto, e possibilitamos a construção da primeira ferrovia estadual do Brasil, uma iniciativa inteligente e rápida, inédita da Ferronorte, com 743 km de trilhos”, completou ele.

O vice-governador citou ainda a BR-163, principal via de escoamento da produção, cuja concessão foi comprada pelo Governo do Estado, em uma solução histórica. “Já duplicamos 100 km e até 2027 a obra estará concluída”.

Otaviano lembrou que Mato Grosso mantém as contas públicas equilibradas desde 2020 e tem um plano estratégico até 2035 focado no desenvolvimento sustentável. “Queremos zerar as emissões de carbono, equilibrar o balanço e, se mantivermos esse ritmo, investiremos cerca de R$ 80 bilhões nos próximos 10 anos”, afirmou.

O painel “Agribusiness and Sustainability – O Agro e a Contribuição à Sustentabilidade no Brasil” contou ainda com a participação do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa; e do CEO do LIDE, João Doria Neto. A moderação foi feita por Carlos Marques, Head do LIDE Conteúdo. O evento teve como empresa anfitriã o presidente do Pacto Global da ONU no Brasil, Carlo Pereira.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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