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Após exames em SP, Mendes retorna a Cuiabá e diz que volta ao trabalho nesta terça

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Após passar por exames médicos em São Paulo, o governador Mauro Mendes (União) aterrissou em Cuiabá no final da tarde desta segunda-feira (08) e garante que amanhã já retoma os trabalhos de forma presencial no Palácio Alencastro.

O gestor estadual está afastado desde o último dia 31, devido a um acidente durante vistoria nas obras do Parque Novo Mato Grosso. Ele caiu de um andaime de aproximadamente três metros e fraturou quatro costelas.

Inicialmente, ele foi atendido por profissionais na Santa Casa de Cuiabá, mas possível quadro infeccioso no pulmão fez om que ele recorre a São Paulo.

Passado o susto, Mendes afirma que está bem e apenas sente incomodo por conta das costelas quebradas, mas garante que retoma a sua rotina normal a partir desta terça-feira (09).

“Tinha uma suspeitazinha de um probleminha no pulmão, e aproveitei que tinha dois anos e meio que eu não fazia um check-up e fiz. […] É um pouquinho de dor porque a costela não tem o que fazer, é imobilização, mas nada que não dê para trocar. Amanhã já estou na ativa normal”, disse ao desembarcar no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Na oportunidade, ele ainda detalhou como foi o acidente. “Eu subi numa plataforma, em uma estrutura metálica, que é do telão lá da orla para fazer uma inspeção, porque eu vi lá uma situação que parecia um pouco atípica, e como eu entendo um pouco como engenheiro, resolvi fazer uma inspeção. E aí eu subi, estava sozinho, era domingo de manhã, estava só com a minha equipe de trabalho e um pequeno descuido meu, eu dei um passo para o lado errado e era um alçapão e eu caí”, detalhou.

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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