Política
“Não sou definida por uma maca”, diz Vânia ao relembrar episódio de exposição pública na Semob
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A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, usou um momento de fala no 1º Encontro Estadual da Procuradoria Especial da Mulher, realizado nesta segunda-feira (8/9) na Assembleia Legislativa, para desabafar sobre o episódio em que foi exposta publicamente, quando ainda atuava como secretária de Mobilidade Urbana (Semob).
Em um discurso marcado por emoção e reflexões sobre a trajetória feminina, Vânia abordou o impacto pessoal e profissional causado após a divulgação de um vídeo em que o prefeito Abilio Brunini (PL) aparece mostrando uma maca dentro da Semob, insinuando que o objeto seria usado por ela durante o horário de expediente. A situação, que gerou constrangimento público, culminou com a presença da Polícia Militar e o registro de boletim de ocorrência.
“É uma honra poder olhar para a minha história e ver a construção que fiz. Às vezes ela é julgada por uma simples maca. Mas isso não me define. Nunca vai me definir”, afirmou.
Ao longo de sua fala, Vânia destacou a passagem do tempo e os ciclos de superação vividos por tantas mulheres. “O tempo é muito breve. Já estamos perto do Natal de novo, e quantas construções e desconstruções aconteceram em nossas vidas nesse intervalo?”, refletiu.
A ex-secretária também citou o aprendizado adquirido ao participar de ações da Patrulha Maria da Penha e disse que a discussão sobre violência doméstica impactou diretamente sua vida pessoal. “Respeito muito o pai dos meus filhos e vou respeitar sempre. Os homens também estão adoecidos, e isso é algo que a gente precisa olhar com cuidado”, declarou.
Por fim, Vânia ressaltou a força encontrada em espaços de acolhimento feminino e a espiritualidade como fonte de equilíbrio diante das adversidades. “Hoje eu busco força. E ao entrar aqui, encontrei uma vereadora que me fortaleceu sobre aquilo que a gente traz em essência: o Deus que habita em nós e que busca equidade. Não existem coincidências. Me emocionei ao ver a apresentação do grupo. Obrigada por esse momento”, concluiu.
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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais
O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.
Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).
Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.
O projeto de lei prevê ainda:
- a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
- a adoção de padrões de interoperabilidade; e
- a observância da legislação de proteção de dados pessoais.
A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.
Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.
A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.
O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.
“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
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