Cuiabá

Moradores do Getúlio Vargas lutam há mais de 40 anos pela regularização fundiária

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Uma espera que já dura quatro décadas. Esse é o sentimento que move os moradores do bairro Getúlio Vargas, em Cuiabá, que participaram, na noite desta quarta-feira (10), de uma audiência pública realizada pela presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil (PL). O encontro tratou de um tema que carrega mais que burocracia: a esperança de centenas de famílias em conquistar, finalmente, a escritura definitiva de suas casas.

Hoje, mais de 800 famílias vivem no bairro sem o título de propriedade, documento que garante dignidade, segurança jurídica e cidadania.

O evento faz parte do projeto Câmara Itinerante, conforme pontuou a Paula, aproximando o Poder Legislativo das comunidades. Ao abrir a audiência, a vereadora destacou a importância do diálogo direto com a população e ressaltou o impacto social da regularização fundiária.

“Quando a Câmara vai até o bairro, ela mostra que quer estar perto do cidadão. Muitas famílias constroem suas histórias com luta e esperança, mas ainda não têm o título da sua moradia. E esse documento é muito mais do que um papel: ele garante dignidade, cidadania e segurança para cada pessoa”, afirmou a presidente.

A noite foi marcada pela emoção. O ex-presidente da comunidade, Joaquim Pereira dos Santos, que acompanhou a luta ao longo de vários mandatos, agradeceu Paula pela iniciativa.

“Estamos esperando há anos. Isso é um presente que Deus nos deu. A presidente Paula Calil é a principal responsável por estarmos vivendo esse momento. Se não fosse ela, nada estaria acontecendo. Somos muito gratos”, declarou, visivelmente emocionado.

Representando o Executivo Municipal, a secretária de Regularização Fundiária, Michelle Dreher, explicou que o processo envolve várias etapas e reforçou a importância da aproximação com os moradores.

“Essas audiências são fundamentais para ouvir a comunidade, esclarecer dúvidas e mostrar que estamos à disposição. O apoio dos vereadores amplia o diálogo e fortalece nosso trabalho”, disse.

Também esteve presente, a secretária de Meio Ambiente, Elisangela Fernandes Bokorni que destacou a união de esforços para tornar o sonho da escritura em realidade.

“Estar aqui é gratificante. Nossa secretaria está à disposição para contribuir nesse processo e ajudar a entregar essa conquista para cada família”, completou.

Mais de 100 moradores compareceram ao encontro, tiraram dúvidas e compartilharam suas histórias. Para muitos, a escritura significa mais que regularizar um terreno: é conquistar a certeza de um lar seguro, fruto de anos de luta e esperança.

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Cuiabá

José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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