Cultura
Homenagens pelo país celebram os 80 anos de Gal Costa
Cultura
O mundo celebra, nesta sexta-feira (26), o legado de uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira: Gal Costa.

Por todo o país, vários eventos homenageam a trajetória da baiana de Salvador, que faria 80 anos neste dia 26 de setembro. Um deles acontece nesta sexta e reúne 11 artistas que se apresentarão no concerto “Gal 80”, acompanhados da Orquestra Sinfônica da Bahia, direto da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.
Entre os convidados, que vão resgatar clássicos do repertório da Doce Bárbara, estão as atrizes Sophie Charlotte e Walerie Gondim, intérpretes de Gal no cinema e no teatro, respectivamente.
A cantora Cláudia Cunha também participa da homenagem. Ela falou, direto do ensaio, sobre a dobradinha que fará mais uma vez: cantar uma música de Gal junto com a orquestra.
“Acabamos de finalizar o segundo ensaio. Eu posso dizer pra vocês, que emoção! O elenco estelar, lindíssimo. Eu tô muito orgulhosa, me sentindo privilegiada de estar retornando pra cantar Gal na Concha Acústica e junto com a OSBA. Eu não achei que isso se repetiria, essa experiência mágica que aconteceu em 2023. E olha eu aqui de novo, junto desses artistas incríveis, tô muito emocionada.”
O show terá transmissão pelos canais do YouTube da orquestra e da TVE Bahia, a partir das 19h.
E logo mais, a partir das 22h, a Rádio Nacional FM transmite o especial “Gal 80”. O programa pode ser acompanhado também pelo site e no aplicativo Rádios EBC.
Inéditos de Gal
Na internet, três registros ao vivo e inéditos da musa do movimento tropicalista foram disponibilizados em formato digital: Como 2 e 2, onde divide os vocais com o cantor Rubel; Vapor Barato, dueto com o músico Tim Bernardes; e a clássica Brasil, composição de Cazuza, George Israel e Nilo Romero.
As três músicas fazem parte do álbum digital e audiovisual As Várias Pontas de uma Estrela – Ao Vivo no Coala, que será lançado no próximo mês como parte das celebrações de aniversário da cantora. O show em São Paulo aconteceu no Coala Festival, em outubro de 2022, e foi a última apresentação ao vivo de Gal Costa.
Três álbuns referência da carreira da cantora — o autointitulado Gal Costa, de 1969; Bem Bom, lançado em 1985; e Lua de Mel Como o Diabo Gosta, de 1987 — também ficaram disponíveis esta semana nas plataformas digitais, como marco das homenagens de aniversário.
* Com sonoplastia de Jailton Sodré.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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