Várzea Grande
Prefeitura e Sefaz MT fiscalizam empresas na ‘Operação Máquina Fantasma’
Várzea Grande
Irregularidades na emissão de notas fiscais e no uso de meios de pagamento eletrônicos são alvos da fiscalização sobre empresas de diversos segmentos de Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Gestão Fazendária (Segefaz), participou da Operação Máquina Fantasma, a qual a Secretaria Estado de Fazenda (Sefaz-MT) busca identificar irregularidades na emissão de notas fiscais e no uso de meios de pagamento eletrônicos. A ação, em Várzea Grande, fiscalizou empresas de diversos segmentos.
Conforme a Sefaz MT, empresas de diversos segmentos comerciais que ainda não concluíram a integração entre o sistema de emissão de notas fiscais, são alvos da Operação. Além disso, houve também fiscalização quanto ao alvará, além dos meios de pagamento utilizados, como maquininhas de cartão e Pix.
O subsecretário de Gestão Fazendária de Várzea Grande, Rafael Odílio, esteve presente na operação, a ação visa coibir a prática ilegal de sonegação de impostos, além de garantir a justiça fiscal. Ele explica que foram formados grupos mistos entre fiscais de Várzea Grande e do Estado. O grupo em que Odílio participou visitou 50 empresas.
Durante as visitas presenciais, as equipes da Segefaz e da Sefaz MT verificam a emissão correta de notas fiscais, a vinculação das maquininhas ao CNPJ da empresa e o cumprimento de obrigações acessórias, como o cadastro atualizado e a consistência dos dados informados ao fisco. Documentos e provas estão sendo coletados e, após análise, serão utilizados no processo de auditoria.
“Várzea Grande participou junto ao governo de Mato Grosso desta operação com oito fiscais municipais. A ação também conta com a parte orientativa sobre a importância de estar em dia com o Fisco, sobre a emissão de notas fiscais, entre outros. Nossa missão é conseguir a regularização espontânea dos contribuintes. Também visamos a verificação de cruzamento de dados por meio de pagamento via Pix e cartões em nome do estabelecimento, em nome dos sócios, em nome de terceiros, em nome de fintechs, com propósito de burlar o real faturamento das empresas que informam um valor de movimentação para a Receita Federal, Estado e Município, mas movimentam um valor muito maior no estabelecimento por meio dessas artimanhas fiscais”, relata Odílio.
Para o secretário adjunto de Receita Pública da Secretaria de Estado de Gestão Fazendária, Fábio Pimenta, a Operação reforça o trabalho conjunto do Estado e das administrações municipais no combate à sonegação de impostos e na construção de um ambiente de negócios mais justo, principalmente, no momento de transição para o novo sistema tributário nacional, trazido pela Reforma Tributária.
“O fortalecimento dos mecanismos de controle e de integração é essencial para garantir segurança e eficiência na arrecadação, preparando Mato Grosso para a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá os atuais tributos sobre o consumo e terá competência compartilhada entre Estado e municípios”, pontua o secretário adjunto da Sefaz.
Além de combater a sonegação, a operação busca promover a regularidade fiscal e garantir uma concorrência leal entre os comerciantes. (Com informações da Sefaz MT)
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Várzea Grande
Rede Municipal de Várzea Grande amplia formação do Projeto Cultivar para fortalecer práticas pedagógicas
Profissionais da educação da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande participam, durante toda esta terça-feira (8), de uma formação do Projeto Cultivar, realizada no Ginásio do “Fiotão” (Centro de Referência Várzea Grande). A capacitação reúne profissionais da rede para aprofundar o conhecimento sobre os materiais do projeto e fortalecer práticas pedagógicas que estimulam o movimento, a psicomotricidade e a aprendizagem de forma mais ativa.
O Projeto Cultivar está disponível em todas as unidades da Rede Municipal de Ensino, incluindo escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Os materiais são destinados ao uso coletivo e podem ser utilizados pelos professores em diferentes atividades com os estudantes.
De acordo com a gerente de Formação Continuada da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), Paula Valéria Alves, a formação teve início em agosto e tem como objetivo apresentar aos profissionais não apenas os materiais, mas também as possibilidades pedagógicas de utilização dos recursos em sala de aula e nas atividades de movimento.
“Esse projeto vem com a formação para que os profissionais conheçam o material e também entendam como funciona uma escola mais ativa, uma escola que se movimenta. É um material mais específico para psicomotricidade e para as aulas de Educação Física, mas também possui materiais voltados às regras de jogos e modalidades esportivas, como vôlei e basquete”, explicou Paula.
Nesta primeira etapa, a formação é direcionada aos professores da Educação Infantil dos CMEIs, que atendem crianças de quatro e cinco anos, além dos Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) do período vespertino. Os profissionais trabalham diretamente com atividades voltadas ao desenvolvimento das crianças.
Segundo Paula, os materiais também contemplam recursos específicos para o desenvolvimento da psicomotricidade na primeira infância, com jogos de raciocínio lógico, coordenação motora fina, praxia e lateralidade.
A programação terá continuidade no período noturno, quando a formação será destinada aos professores do Ensino Fundamental que atuam no projeto, além dos professores de Educação Física e oficineiros do esporte. Nessa etapa, o foco será também o uso dos materiais relacionados às modalidades esportivas e às regras dos jogos.
“A ideia é que as oficinas tenham realmente mais ações e que as crianças aprendam com o corpo, com o movimento. Na segunda semana, teremos um momento mais específico para os professores de Educação Física e oficineiros, trabalhando as regras dos jogos e os materiais voltados às modalidades esportivas”, destacou a gerente.
Material disponível em toda a rede
Atualmente, todas as unidades da Rede Municipal de Ensino possuem pelo menos um conjunto de materiais do Projeto Cultivar. Dessa forma, estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental podem ter acesso aos recursos durante as atividades pedagógicas.
Paula explica que, embora algumas unidades tenham organizado os materiais em espaços específicos devido às características dos equipamentos, o projeto foi pensado para utilização coletiva.
“Todas as crianças da rede podem ter acesso. Em algumas escolas, a organização ficou mais específica em uma sala, porque o material é mais específico, mas, de modo geral, é um material de uso coletivo. Os professores podem utilizar e também emprestar os materiais para desenvolver atividades com as crianças”, ressaltou.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a formação dos profissionais é fundamental para garantir que os investimentos realizados na educação se transformem em novas experiências de aprendizagem para os estudantes.
“O Projeto Cultivar amplia as possibilidades de trabalho dos nossos profissionais e, principalmente, proporciona às nossas crianças novas formas de aprender. Quando o professor conhece os recursos e sabe como utilizá-los pedagogicamente, o movimento, a brincadeira e a interação passam a ser importantes aliados no desenvolvimento e na aprendizagem. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais uma educação dinâmica, participativa e conectada às necessidades dos nossos estudantes”, afirmou a secretária.
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Andre Luis / SECOM-VG Andre Luis / SECOM-VG
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