Polícia
Jovem é encontrada morta em boate após ser mantida em cárcere por faccionados; dois presos
Polícia
Uma jovem identificada como Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira (3) dentro de uma boate em Aripuanã (a 976 km de Cuiabá), após supostamente ser sequestrada e mantida em cárcere privado por integrantes de uma facção criminosa. Dois homens, ambos de 27 anos, foram presos em flagrante durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar.
De acordo com a ocorrência, as diligências começaram por volta das 12h40, após as forças de segurança receberem informações de que uma mulher oriunda do distrito de Conselvan estaria sendo mantida em cárcere privado na cidade.
Por volta das 16h, policiais militares de Conselvan informaram que a vítima teria sido levada para Aripuanã por membros de uma organização criminosa e estaria em uma boate conhecida como Patamanauara, também chamada de Bar da Samy.
As equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram buscas e, ao chegarem ao estabelecimento, perceberam movimentação considerada suspeita. Populares indicaram o local exato onde a vítima estaria.
Ao entrarem por uma porta nos fundos que estava aberta, os policiais encontraram, na cozinha do imóvel, um corpo envolto em um lençol e caído no chão. A vítima já estava sem vida.
Durante a ação, um dos suspeitos tentou fugir e resistiu à abordagem policial. Segundo o boletim, foi necessário o uso progressivo da força para contê-lo. Outro suspeito foi localizado escondido sob uma mesa de sinuca e também acabou detido.
Informações preliminares apontam que os investigados chegaram ao local nas primeiras horas da manhã e mantiveram a vítima amarrada e sob tortura desde antes das 7h.
Os dois homens receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de homicídio doloso consumado, sequestro e cárcere privado, desobediência e resistência. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis outros envolvidos.
Polícia
Polícia prende cinco bandidos e resgata mulheres que passariam por “salve” de facção criminosa
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu cinco pessoas, na noite de sábado (18), em Pedra Preta, suspeitas de tortura, sequestro, cárcere privado e de integrar um grupo criminoso ultraviolento. As prisões foram realizadas por policiais da Delegacia do município, com apoio da Polícia Militar.
A ação teve início após uma denúncia anônima informar que quatro mulheres, com idades de 18, 19, 28 e 28 anos, estariam sendo mantidas em cárcere privado em uma residência do município, onde seriam submetidas ao chamado “salve”, prática utilizada por integrantes de facções criminosas para aplicar punições a pessoas acusadas de descumprir regras impostas pela organização.
Diante da gravidade das informações, as equipes policiais se deslocaram ao endereço indicado. Ao perceberem a aproximação das forças de segurança, alguns suspeitos tentaram destruir aparelhos celulares e fugir, pulando muros de residências vizinhas, em uma tentativa de dificultar as investigações. Durante as diligências, outros envolvidos foram localizados e presos.
As vítimas relataram que estavam no imóvel desde o período da tarde, sob vigilância de aproximadamente oito suspeitos, sendo ameaçadas de sofrer agressões físicas como forma de punição em razão de uma briga ocorrida anteriormente em um estabelecimento comercial da cidade. Conforme os depoimentos, os autores afirmavam que as vítimas seriam submetidas à violência física, causando intenso temor.
As vítimas foram resgatadas sem lesões graves aparentes, e os suspeitos, sendo três homens (de 18, 23 e 25 anos) e duas mulheres (de 18 e 46 anos), foram conduzidos à Delegacia de Pedra Preta, sendo autuados em flagrante pelos crimes de tortura, sequestro, cárcere privado e por integrar organização criminosa ultraviolenta, em conformidade com o Código Penal Brasileiro.
Após a lavratura do flagrante, a autoridade policial representou pela conversão das prisões em preventivas. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário para quatro dos investigados. Para uma das mulheres detidas, que estava na condição de lactante, foi decretada a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.
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