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Encontro celebra protagonismo indígena nas artes e na literatura

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Celebrar o protagonismo indígena na literatura e nas artes. Essa é a proposta do “Encontro de escritores e artistas indígenas”, que vai até domingo, no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. 

O evento conta com a realização do Ministério da Cultura e o apoio do Ministério dos Povos Indígenas. A iniciativa é idealizada pelo escritor e educador Daniel Munduruku. Ele avalia que a cultura indígena sempre encontrou uma forma de se fazer presente, mas que nos últimos 20 anos,  essa presença deu um salto.

Eu acho que a cultura indígena se apresentou desde sempre, mas acho que, nos últimos 20 anos, ela teve a possibilidade de se expressar de uma maneira muito libertadora. Porque a sociedade se abriu um pouco mais para enxergar a riqueza dessa diversidade, e porque as populações indígenas também aprenderam a usar os instrumentos do colonizador para fazerem seus gritos e vozes serem ouvidos.

A programação inclui mesas de conversas, lançamentos de livros, roda de poesia, apresentações musicais, oficinas de ilustração e atividades para crianças. Tudo de graça e aberto ao público.

A edição deste ano acontece na Casa de Rui Barbosa e no Museu de Arte do Rio e inclui atividades educativas voltadas para a formação de professores. 

Mais de 30 escritores e artistas indígenas participam. Entre os destaques estão as lideranças indígenas Marcos Terena, Catarina Tupi Guarani e Darlene Taukane.

No último dia do encontro, no domingo, sera realizada a etapa cultural na Fundação Casa de Rui Barbosa, com apresentações musicais, oficinas de ilustração, atividades para crianças, contação de histórias, roda de poesia e feira de artesanato e de livros indígenas. Um dia cultural para toda a família.


Fonte: EBC Cultura

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Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza

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Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.

“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.

Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.

Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:

“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”

A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.

O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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