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Dia Mundial do AVC: reconhecer os sinais e agir rápido salva vidas

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Dia Mundial do AVC: reconhecer os sinais e agir rápido salva vidas
Com cerca de 400 mil novos casos por ano no Brasil, especialista reforça que a maioria dos acidentes vasculares cerebrais pode ser evitada com prevenção e hábitos saudáveis
 
O Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, é um lembrete essencial sobre uma das doenças que mais matam e incapacitam no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acidente vascular cerebral é a segunda principal causa de morte global, com cerca de 13,7 milhões de novos casos e 5,5 milhões de mortes por ano. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante: são 400 mil novos casos anuais, o equivalente a um a cada 90 segundos, e mais de 100 mil mortes todos os anos.
Para o médico neurologista do Hospital São Mateus, Raphael Ridolfi, a data tem um papel essencial de conscientização. “O AVC é uma emergência médica que precisa ser reconhecida e tratada com rapidez. Quanto antes o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas. O tempo é, literalmente, cérebro”, destaca.
O que é
O acidente vascular cerebral ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o cérebro — no caso do AVC isquêmico — ou rompimento de um vaso cerebral, que caracteriza o tipo hemorrágico. Em ambos os casos, a falta de oxigênio provoca a morte de neurônios em poucos minutos.
“A cada minuto sem tratamento, quase dois milhões de neurônios morrem. Reconhecer os sinais e agir rápido pode ser a diferença entre uma vida independente e uma vida com sequelas graves”, reforça o médico.
Entre os principais sintomas de alerta estão assimetria facial, fraqueza súbita em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender, perda repentina de visão, tontura ou perda de equilíbrio e dor de cabeça intensa e súbita. Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é clara: ligue imediatamente para o SAMU (192) e não espere que os sintomas desapareçam.
Prevenção
Ridolfi lembra que o AVC é possível por meio da prevenção, pois o controle da pressão arterial, do colesterol e da glicose, a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, a cessação do tabagismo e a redução do consumo de álcool estão entre as medidas mais eficazes para evitar o problema. “Controlar os fatores de risco é o caminho mais seguro para a prevenção. Pequenas mudanças na rotina têm um impacto enorme na redução das chances de um evento cerebral”, explica o neurologista.
Nos casos em que o AVC ocorre, o atendimento rápido faz toda a diferença. O tratamento pode envolver o uso de medicações trombolíticas, que dissolvem coágulos e restabelecem a circulação cerebral, ou a trombectomia mecânica, um procedimento realizado em centros especializados.
No entanto, ambos só são eficazes nas primeiras horas após o início dos sintomas. O especialista alerta que existe uma janela terapêutica muito curta, de até quatro horas e meia para o uso de medicamentos e até seis horas para os procedimentos. Passado esse tempo, o dano cerebral pode se tornar irreversível.
Após o atendimento emergencial, o paciente deve iniciar o processo de reabilitação, que envolve uma equipe multiprofissional formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. O AVC pode afetar a fala, a força, o equilíbrio e até o comportamento emocional. A recuperação exige tempo, acompanhamento e apoio familiar. A reabilitação busca devolver a independência e a qualidade de vida.
Para Raphael Ridolfi, o Dia Mundial do AVC é uma oportunidade de reforçar que a informação salva vidas. “O mais importante é reconhecer os sinais e agir rápido. Quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de uma recuperação completa. E, acima de tudo, a melhor forma de combater o AVC é prevenindo — cuidando da saúde todos os dias”, conclui.
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O empresário vai pagar a conta? Os desafios econômicos após as eleições

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O resultado das eleições de 2026 abrirá uma nova etapa para a economia brasileira. A partir de 2027, as decisões do governo eleito, a atuação do Congresso Nacional e as condições do cenário internacional poderão influenciar os juros, a inflação, o crédito e o ambiente de negócios.

Para o empresário, compreender esses movimentos é essencial. As decisões econômicas podem repercutir no custo de financiamento, nas margens operacionais, na demanda e na capacidade de cumprir obrigações financeiras.

A trajetória das contas públicas influencia as expectativas de investidores e a percepção de risco do país. O crescimento da dívida e a credibilidade das medidas fiscais podem pressionar os juros de longo prazo e afetar as condições de financiamento das empresas. Esses efeitos, contudo, dependem de fatores como a política monetária, o cenário internacional e a confiança dos agentes econômicos.

Quando o crédito fica mais caro ou restrito, empresas que dependem de capital de giro ou de financiamento para investir podem enfrentar maior pressão sobre o caixa. A inflação também merece atenção, pois o aumento dos custos operacionais nem sempre pode ser repassado integralmente aos clientes.

Os impactos podem variar conforme a atividade econômica. No agronegócio, o intervalo entre os investimentos na produção e a comercialização pode gerar descompassos entre receitas e vencimentos. Oscilações nos preços dos insumos, nas commodities e nas condições de crédito podem comprometer o planejamento financeiro.

Na indústria, o custo das matérias-primas e o financiamento da produção afetam as margens. No comércio e nos serviços, a redução da demanda, o aumento das despesas e os atrasos nos recebimentos podem comprometer a liquidez.

É nesse contexto que surge a pergunta central: o empresário vai pagar a conta? Embora não seja possível antecipar os efeitos das decisões do próximo governo, os custos de eventuais desequilíbrios econômicos podem chegar ao setor produtivo por meio do crédito, dos preços e da redução das margens. A intensidade desse impacto dependerá da exposição de cada empresa e de sua capacidade de absorver mudanças no cenário econômico.

Por isso, o planejamento precisa considerar diferentes cenários, incluindo a capacidade de pagamento, o perfil das dívidas e a necessidade de capital de giro.

O endividamento, por si só, não representa um problema. O risco surge quando o custo, o volume ou o prazo das obrigações deixa de ser compatível com a geração de caixa. Nessa situação, a empresa pode comprometer pagamentos essenciais e depender de novos empréstimos para honrar dívidas anteriores.

Identificar esses sinais permite avaliar alternativas antes que as dificuldades se agravem. A Recuperação Judicial, prevista na Lei nº 11.101/2005 e suas alterações, pode viabilizar a reorganização de empresas que atendam aos requisitos legais. Sua adequação depende da situação financeira, da composição do passivo e da viabilidade da atividade. A renegociação extrajudicial também pode ser considerada, conforme as circunstâncias.

O conhecimento em Direito Empresarial, com destaque para Recuperação Judicial, reestruturação de empresas e questões relacionadas ao agronegócio já demonstrou a necessidadede uma estratégia adequada. A análise jurídica permite examinar obrigações, garantias e alternativas de reorganização de acordo com a realidade de cada negócio.

Os efeitos do período pós-eleitoral dependerão das decisões implementadas e das condições econômicas. Para o empresário, acompanhar esse cenário é importante, mas conhecer a própria exposição financeira e avaliar os riscos com antecedência pode ser determinante para preservar a atividade e orientar decisões em momentos de incerteza.

*MARCO AURÉLIO MESTRE MEDEIROS é advogado, especialista em recuperação judicial de empresas, sócio-fundador do Mestre Medeiros Advogados Associados, com atuação nacional, secretário-geral da Comissão Especial de Falências e Recuperação Judicial do Conselho Federal da OAB e Diretor Administrativo do Instituto Brasileiro de Insolvência – IBAJUD. Membro da Comissão Estadual de Falência e Recuperação de Empresa da OAB-MT e da Comissão de Falência e Recuperação Judicial da OAB-MS

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