Mato Grosso

Polícia Civil indicia três pessoas por furto de fiação que causou apagão em rua de Bom Jesus do Araguaia

Publicado em

Mato Grosso

A Polícia Civil identificou e indiciou os autores do furto de cabos elétricos ocorrido em Bom Jesus do Araguaia, no dia 22 de outubro, que deixou a rua da saída da cidade sem energia. Nesta sexta-feira (24.10), três homens foram indiciados pelo crime, um quarto por receptação, e o material furtado foi totalmente recuperado.

No dia do crime, os suspeitos desligaram a rede elétrica e subtraíram cerca de 20 metros de cabos de energia que alimentavam os postes que iluminavam a saída da cidade até a entrada do cemitério municipal.

Depois, o grupo vendeu o material a um receptador em Ribeirão Cascalheira e dividiu o valor entre os três autores do furto.

A investigação, realizada pela Delegacia de Ribeirão Cascalheira, foi iniciada logo após o crime e a equipe identificou não somente os autores do furto, como também o receptador.

Um dos suspeitos foi localizado em um hotel de Ribeirão Cascalheira. Ele foi conduzido à delegacia e passou por interrogatório, onde confessou o crime e apontou o local em que os fios estavam.

A equipe da Polícia Civil foi até o endereço informado e localizou os itens furtados. O homem que havia comprado os fios foi indiciado por receptação.

“É importante frisar que comprar fios, cabos ou materiais metálicos sem comprovação de origem é crime. Quem adquire produto de crime responde por receptação, e, além das consequências penais, ainda estimula a continuidade dessas ações criminosas que afetam toda a comunidade”, afirmou o delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira.

O delegado enfatizou que os furtos de fios de cobre causa um grande impacto à sociedade, muito além do econômico, pois causam a interrupção de serviços essenciais.

“Esse tipo de furto vai além do prejuízo patrimonial, ele causa transtornos à coletividade. A Polícia Civil seguirá atuando firmemente para responsabilizar quem pratica esse crime e quem financia esse tipo de ação criminosa por meio da receptação”, declarou o delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira.

O inquérito policial será finalizado e remetido ao Ministério Público para demais providências legais.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

Publicados

em

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA