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Ausência da Câmara Municipal na inauguração da ZPE é notada; presidente Flávio Negação se pronuncia sobre exclusão política

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A ausência de representantes da Câmara Municipal de Cáceres durante a cerimônia de inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), realizada nesta sexta-feira (24), chamou a atenção de quem acompanhou o evento. O presidente da Casa de Leis, vereador Flávio Negação, se manifestou sobre o ocorrido e classificou o episódio como “um retrato da tentativa de excluir o Legislativo de decisões e momentos importantes do município”.Segundo o presidente, a falta de convite à Câmara Municipal revela “detalhes que muita gente não percebe”, como a vontade da atual gestão de conduzir projetos e inaugurações sem o devido diálogo com o plenário.”Essa ausência mostra que, quando a população ouve que a Câmara dificulta alguma coisa, na verdade é o contrário. O que existe é uma tentativa constante da Prefeitura de agir sozinha, sem seguir os trâmites legais e sem respeitar a harmonia entre os poderes”, afirmou Flávio Negação.”O vereador destacou ainda que o respeito institucional deveria prevalecer em momentos como esse, especialmente por se tratar de uma obra de grande importância para o desenvolvimento regional.”“A ZPE é um marco histórico para Cáceres. Ver um evento dessa relevância sendo usado como palco político, enquanto se excluem representantes legítimos do povo, é lamentável. Isso não fortalece o município, apenas divide”, declarou.

Negação também pontuou que a falta de convites se estendeu a outras autoridades importantes, como o senador José Lacerda, um dos idealizadores do projeto da ZPE, e que teve participação decisiva na sua criação.

“O senador Lacerda merecia estar na linha de frente dessa inauguração. O que vimos foi uma tentativa clara de apagar a contribuição de quem não pertence ao mesmo grupo político. Foi o próprio filho dele, o ministro Irajá Lacerda, quem, em um gesto de respeito e afeto, cedeu parte do seu tempo de fala para que o pai pudesse se pronunciar. Um gesto nobre, mas que expôs a falta de consideração dos organizadores”, completou o presidente da Câmara.

A ausência do Legislativo e de outras lideranças históricas do município reforça o clima de distanciamento entre os poderes locais, que vem sendo alvo de críticas desde a última legislatura.
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Comissão aprova proposta que impede crédito rural a invasores de terra

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo apresentado pelo deputado e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), José Medeiros (PL), ao Projeto de Lei 4705/2025, que impede invasores de propriedades rurais de acessar políticas públicas da agricultura familiar, como crédito do Pronaf e programas de compra de alimentos.

Em seu parecer, Medeiros, que é relator do projeto, afirma que a proposta busca impedir que invasores de propriedades sejam tratados como agricultores familiares e tenham acesso a recursos públicos.

“Não podemos admitir que criminosos, como os do MST, além de invadir propriedades que não lhes pertencem, ainda consigam acesso a benefícios. Precisamos cuidar para que recursos públicos não sejam usados em propriedades sem legitimidade fundiária, o que acaba incentivando invasões e gerando insegurança no campo”, afirmou o deputado.

O texto aprovado, relatado por Medeiros, proíbe que pessoas envolvidas em invasão de terras sejam beneficiadas por programas governamentais voltados à agricultura familiar. Além disso, exige a comprovação da propriedade ou posse legítima do imóvel e inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para participação em programas públicos.

Para Medeiros, a medida corrige falhas que vinham permitindo o acesso irregular a recursos públicos. Segundo ele, a proposta garante que os investimentos cheguem a quem realmente trabalha no campo, evitando que ocupações ilegais sejam beneficiadas.

“Os critérios passam a ser mais rígidos para o acesso a políticas públicas. Isso garante mais segurança jurídica e evita distorções na destinação de recursos”, explicou.

O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT). O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.

 

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