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Estudante da zona rural de Cuiabá conquista medalha na Olimpíada Brasileira de Matemática e bolsa na UFMT

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Na zona rural de Cuiabá, a 54 km do bairro Pedra 90, na estrada Rio dos Ouros, desponta uma das alunas mais talentosas do país no domínio da Matemática.

Em 2024, a estudante Myllena Vidal Pinto, atualmente matriculada no 8º ano da Escola Novo Renascer, zona rural de Cuiabá, conquistou a medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Antes, a jovem morava no bairro Pedra 90 com os pais. Atualmente, vive com a avó em um sítio. Apesar da escassez de material, nada a impede de manter sua disposição em aprender Matemática.

“Quando estou em casa, pego o celular da minha avó e assisto de 7h30 às 11h aulas de Matemática todos os dias pelo YouTube. Também recorro ao Google para aprender. São materiais de Geometria Analítica, Geometria Vetorial, Álgebra e Probabilidade. Tudo o que aprendo, anoto no caderno. Quando chego à escola, estudo a partir dos livros. Minha avó comprou um que tem muitos conteúdos e é bastante útil.”

Questionada se planeja cursar alguma faculdade na área de Ciências Exatas, uma vez que demonstra amplo domínio, Myllena Vidal Pinto é enfática: “Quero ser engenheira civil. É uma área de que gosto e quero muito aprender sobre isso”, destaca.

Atualmente, Myllena Vidal Pinto ganhou uma bolsa de estudos da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Duas vezes por semana, ela recebe aulas de professores da universidade para aprofundar seus conhecimentos em Matemática.

No dia 11 de novembro será realizada a segunda fase da Olimpíada Mirim da OBMEP. A estudante já se prepara em busca da medalha de ouro e conta com o apoio incondicional da escola. A diretora, Vanessa Alves de Moraes, destaca o desempenho muito acima da média da aluna: “Não tenho dúvida de que ela será uma engenheira civil. É uma ótima estudante, dedicada, firme nos estudos e leal aos professores. Tem um futuro brilhante”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fávaro pede remoção de reportagens e direito de resposta após ação movida por pesquisadora

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O senador Carlos Fávaro (PSD) informou, nesta segunda-feira (20), que ingressou com uma representação na Justiça Eleitoral para solicitar a retirada de reportagens que relacionam seu nome a uma ação de indenização proposta por uma pesquisadora em Cuiabá. Além da remoção das publicações, o parlamentar requer a concessão de direito de resposta nos mesmos veículos de comunicação.

Em nota, Fávaro afirma que as matérias fazem parte de uma campanha de desinformação com objetivo de prejudicar sua imagem durante o período eleitoral.

“O que assistimos nos últimos dias foi uma tentativa deliberada e orquestrada de associar o meu nome a uma denúncia com o nítido objetivo de gerar prejuízo político em pleno período eleitoral”, declarou.

Segundo a defesa do senador, o contrato para a realização da pesquisa foi firmado entre o Diretório Estadual do PSD de Mato Grosso e a empresa Rumo Serviços Publicitários Ltda., responsável pela execução do trabalho e pela contratação das equipes de campo. Os advogados sustentam que Fávaro não participou da contratação nem da gestão dos pesquisadores envolvidos.

Na representação, a defesa também questiona aspectos formais da ação de indenização apresentada pela pesquisadora, argumentando que documentos como a procuração e a declaração de hipossuficiência teriam sido protocolados sem assinatura.

Entenda o caso

A manifestação do senador ocorre após uma pesquisadora ajuizar uma ação na Justiça em que pede indenização de R$ 65,6 mil. No processo, ela afirma ter sido contratada para atuar em uma pesquisa de opinião pública com remuneração mensal de R$ 1,8 mil, mas alega que, posteriormente, o modelo de pagamento foi alterado para diárias de R$ 75 condicionadas ao cumprimento de metas.

A autora da ação também sustenta que passou a receber apenas pelas entrevistas consideradas válidas, sem que houvesse critérios claros para a aprovação dos questionários, e afirma ter realizado 499 entrevistas durante o período em que trabalhou.

Entre as alegações apresentadas à Justiça, a pesquisadora afirma ainda que os entrevistadores eram orientados, por meio de um grupo de WhatsApp, a enviar fotografias para comprovar a realização das entrevistas, situação que, segundo ela, os expunha a riscos durante o trabalho. Ela também relata que não havia fornecimento de água potável para a equipe durante a jornada.

O processo segue em tramitação. A juíza Ana Cristina Silva Mendes determinou o encaminhamento do caso ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), onde as partes poderão buscar uma solução consensual antes do prosseguimento da ação.

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