Cultura

Governo envia Plano Nacional de Cultura ao Congresso

Publicado em

Cultura

O governo enviou nesta segunda-feira o Plano Nacional de Cultura ao Congresso Nacional. A proposta cria metas e orienta a formulação e a execução das políticas culturais nos próximos dez anos.

A ideia é que a proposta seja uma espécie de “Sistema Único de Saúde (SUS)” da cultura. O último plano venceu em 2024.

Em cerimônia, em Brasília, o presidente Lula que a proposta deve ser uma política de governo.

“E o que nós estamos fazendo hoje? Mandando essa lei para o Congresso Nacional, transformar definitivamente a nossa política cultural deste país para que nenhum presidente da República, de qualquer partido que seja, de qualquer matiz ideológica que seja, possa um dia outra vez achar que pode proibir a cultura nesse país.”

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que o plano cria um marco regulatório para continuidade das ações de cultura.

“Cultura não é só um enfeite, cultura não pode ser tida apenas como um momento de animação, a cultura é estruturante, a cultura é transformadora e transforma rápido, porque ela promove essa união. Tem que ser compreendida como um elemento estratégico de desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável no nosso país.”

O presidente Lula também assinou o decreto que cria a comissão tripartite responsável por acompanhar a execução do orçamento da cultura.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

Publicados

em

Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA