Polícia
Polícia Civil entrega troféus a equipes vencedoras do XIII Jogos Internos
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A Polícia Civil entregou, nesta quarta-feira (19.11), os troféus de premiação para as cinco equipes melhores colocadas no XIII Jogos Internos da Polícia Civil, que ocorreu entre os dias 22 de outubro e 07 de novembro, em Cuiabá.
O evento reuniu mais de 1,2 mil policiais de todo o estado, entre investigadores, escrivães e delegados, que disputaram, representando suas unidades policiais, as modalidades: futebol society, voleibol de areia, natação, xadrez, tênis de mesa, tiro em equipe, futsal, voleibol de quadra, atletismo, lançamento de dardo, ciclismo, basquetebol 3×3, tênis de quadra, bozó, truco, futevôlei e beach tênis.
“Os jogos foram uma proposta criada lá em 2010 para que o policial saísse dessa rotina de estresse, buscando uma melhora da qualidade de vida, vislumbrando não só o condicionamento físico, mas também o mental. Ajudando a manter a parte física para as operações, mas também aliviando o psicológico para suportar essa carga de estresse do dia a dia”, disse o idealizador e coordenador do evento, investigador e doutor Claudiney Farina.
A classificação geral do evento esportivo foi realizada com base na soma da pontuação das 17 modalidades disputadas. O primeiro lugar ficou com a equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com 717,5 pontos. A segunda posição ficou com a Regional de Rondonópolis, com 695 pontos.
Em terceiro lugar ficou a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com 627,5 pontos, seguida pela equipe de Nova Mutum, com 327,5. E fechando o pódio ficou a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com 240 pontos.
“Essa atividade fez com que a equipe da GCCO ficasse mais unida. É a primeira vez que eu vejo a delegacia ‘em peso’ na torcida. Isso fez a diferença para nós. A equipe feminina totalmente unida, ganhou o primeiro lugar em várias modalidades”, comemorou a escrivã de polícia Marlise Matos, lotada na GCCO.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, parabenizou todas as equipes participantes dos Jogos Internos e falou da importância de mais uma edição dos Jogos Internos.
“Por ser a XIII edição, já mostra o quanto os jogos são importantes para a instituição e também para nós servidores. Tivemos um ano de tanto trabalho, em que nós, de maneira tão árdua e tão disciplinada, produzimos os excelentes resultados que estamos apresentando, envolvidos na nossa missão, que é investigar; mas tem uma hora que temos que parar, se encontrar, confraternizar, para retornar melhor para a nossa missão”, afirmou a delegada-geral.
Também foram entregues Certificados de Honra ao Mérito Esportivo em reconhecimento ao empenho dos policiais civis que fizeram a diferença durante os jogos.
A XIII edição dos Jogos Internos da Polícia Civil contou com os apoios do Grupo Bom Futuro, Sindepo-MT, Aprosoja, Amdepol-MT, Sindepojuc-MT, Sinpol-MT, CTPE-VG, Martinello, Puríssima, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, Locar Gestão de Resíduos, Rawal Placas, Aliança Importação e Comércio de Pneus, Bio Vida, Petroluz, Luna Manipulação e Homeopatia e Calibre Brasil, Sindmat, Poesy, AABB, Clube Monte Líbano, CT Bonifácia, Federação de Atletismo, Federação de Natação, Federação de Xadrez e Federação de Tênis de Mesa.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saiba quem são os servidores da SES investigados por extorquir colega em mais de R$ 1,1 milhão
Conteúdo/ODOC – Os servidores Deiwson Ortelhado e Fernanda Leite da Matta, ambos lotados no setor administrativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (21).
Eles são investigados por integrar um suposto esquema de extorsão que teria causado prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os dois teriam se aproveitado da confiança e da vulnerabilidade emocional da servidora para convencê-la de que ela e seus familiares estavam sendo ameaçados por agiotas, exigindo pagamentos sucessivos para supostamente quitar uma dívida.
O esquema teria começado em 2022, quando Deiwson pediu que a vítima emprestasse sua conta bancária alegando precisar pagar um agiota.
A partir daí, conforme a Polícia Civil, os investigados passaram a sustentar uma falsa narrativa de que a servidora também havia se tornado alvo dos criminosos.
De acordo com a apuração, Fernanda reforçava a versão, afirmando viver a mesma situação e dizendo que intermediava negociações para impedir ataques contra as famílias das duas.
Enquanto isso, novas cobranças eram feitas sob o argumento de que a dívida aumentava constantemente por causa dos juros.
Dominada pelo medo, a vítima realizou diversas transferências entre 2022 e 2025. Para atender às exigências, ela contraiu empréstimos, utilizou limite de cartões de crédito, resgatou recursos da previdência privada e empregou dinheiro reservado para construir a própria casa e garantir o futuro dos filhos.
Ainda segundo a investigação, a servidora também foi convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete destinada ao marido de Fernanda, permanecendo responsável pelo pagamento das parcelas.
O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu as transferências e impediu que ela continuasse mantendo contato com a investigada. Em seguida, o caso foi denunciado à Polícia Civil.
A quebra do sigilo bancário confirmou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta de Fernanda.
A análise financeira ainda apontou que parte dos valores foi repassada a outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os investigadores também identificaram movimentações incompatíveis com a renda dos suspeitos, intensa circulação de dinheiro, milhares de saques em espécie e indícios de ocultação de patrimônio por meio de terceiros, o que pode configurar lavagem de dinheiro.

A Operação
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em imóveis, uma ordem de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três determinações de bloqueio de ativos financeiros. As medidas podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.
As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um policial militar e outras pessoas ligadas ao fluxo financeiro identificado durante as investigações.
A SES informou que colaborou com os trabalhos da Polícia Civil. Já a Corregedoria da Polícia Militar acompanha o cumprimento das medidas relacionadas ao policial investigado.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Laço Oculto busca recuperar os valores obtidos por meio da suposta extorsão, além de apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a apuração de possíveis crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
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