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Deputado diz que decisão de Gilmar Mendes enfraquece o Congresso e cobra reação

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O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, afirmou que a decisão do ministro Gilmar Mendes sobre as novas regras para pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal representa, na prática, o fechamento do Senado e da Câmara.

Segundo ele, ao retirar de cidadãos e parlamentares o direito de acionar o mecanismo de responsabilização e concentrar essa prerrogativa apenas no procurador-geral da República, o STF restringe o controle democrático. “Isso não fortalece a democracia, isso isola o poder judiciado de qualquer controle real. Na verdade, é justamente isso que vem acontecendo há muito tempo”.

Medeiros lembrou que, em diversas ocasiões, pediu em suas redes sociais que seus seguidores elegessem nomes da direita ao Senado para avançar com pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

No entanto, a nova decisão de Gilmar frustrou esses planos ao estabelecer que somente o procurador-geral da República pode apresentar denúncias desse tipo e ao elevar o quórum do Senado para abertura do processo, que passa de maioria simples para dois terços. “O ministro julga, o outro decide, só o PGR pode questionar. O restante, quem falar, está lascado. É um fechamento tácito das instituições que deveriam ser o contraponto a esse abuso”.

O parlamentar criticou o que considera isolamento institucional do Judiciário e enfraquecimento de qualquer forma de fiscalização sobre a Corte. Para ele, a medida concentra ainda mais poder no STF e limita qualquer reação das demais instituições. Ele voltou a classificar a decisão como incompatível com o equilíbrio entre os poderes.

Medeiros cobrou uma reação imediata do Congresso, afirmando que a ausência de medidas pode gerar riscos institucionais. “Esse Congresso não pode assistir calado. É hora de restabelecer o equilíbrio de poderes, porque se a República perde esse tipo de controle o país inteiro está, na verdade, sem uma cobertura da Constituição”.

Ao final, o deputado informou que já apresentou uma proposta legislativa para enfrentar o tema. “Eu já protocolei uma PEC regulamentando esse assunto para que esse absurdo não continue a perdurar aqui no Brasil”.

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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