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Abilio rebate Maysa: “É pré-candidata e quer confronto por espaço”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas da vereadora Maysa Leão (Republicanos), que usou a tribuna da Câmara Municipal na quinta-feira (4) para chamá-lo de “moleque”.

Eu vejo que ela é pré-candidata a deputada estadual e ela tem buscado confronto
Segundo Abilio, a parlamentar “abaixou o nível” usando termos pejorativos. Para ele, as declarações visam se fortalecer para as eleições de 2026.

“Qual seria a reação da opinião pública ou da esquerda se eu chamasse a vereadora Maysa de moleca? Seria violência de gênero? Acho que sim. Iam falar que o prefeito desrespeita a vereadora”, disse ele ao programa Roda de Entrevista, da TV Cultura Cuiabá.

“Contudo, ela pode ir à tribuna e baixar o nível, usar termos pejorativos para me atacar e eu sequer posso revidar. Se eu vier com algum tipo de argumento para me justificar, ela distorce e fará a narrativa dela”, acrescentou.

Durante sessão de quinta, Maysa disse que Abilio teria “despreparo emocional e de capacidade de gestão” e que enquanto os vereadores discutem problemas da Capital, ele estava na sala ao lado olhando Instagram. “Como é que uma empresa séria investirá em Cuiabá se tem um moleque disputando corrida no meio da rua?”, disse.

Abilio cobrou respeito, mas disse que vê que essa postura como a forma de agir que a vereadora escolheu para tentar se projetar.

“Eu vejo que ela é pré-candidata a deputada estadual e ela tem buscado confronto, para tentar talvez se projetar no meio político e ganhar espaço, faz parte, é do jogo”, afirmou.

“A pessoa que quer ser respeitada no meio político, deve buscar oferecer o respeito. Enfrento meus adversários e não os ofendo. Mas existem várias formas da pessoa agir, essa é a escolha dela, tudo bem”, encerrou.

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Prefeitura interdita condomínio abandonado por riscos à saúde pública

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A Prefeitura de Cuiabá interditou preventivamente nesta sexta-feira (5) um condomínio de casas abandonado localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), por meio da Operação Escudo Urbano, com a participação das secretarias municipais de Obras, Saúde, Limpurb e Defesa Civil.

Durante a vistoria, equipes técnicas utilizaram drones para avaliar as condições da área e constataram a presença de diversos fatores de risco à saúde pública e à segurança da comunidade. A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que o município acompanha a situação do imóvel desde 2023 e que as tentativas de contato com os proprietários não tiveram êxito.

“Resgatamos todo o histórico de fiscalizações do imóvel e verificamos que a situação vem se agravando ao longo dos anos. Encontramos diversos vetores de doenças e riscos que comprometem a saúde e a segurança da população. Diante disso, adotamos a interdição preventiva e iniciaremos medidas administrativas para minimizar os impactos causados pelo abandono”, afirmou.

Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental, foram identificadas condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. A bióloga e especialista da Vigilância em Saúde Ambiental, Maria Angélica, explicou que a estrutura degradada facilita a presença de animais que representam risco à saúde humana.

“Foi observada a existência de aberturas nos telhados que permitem a entrada de pombos, transmissores de doenças, além de grande quantidade de matéria orgânica acumulada. Também identificamos possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água e uma caixa d’água aberta. O local apresenta características favoráveis à presença de escorpiões e outros vetores”, relatou Maria Angélica.

A Defesa Civil emitiu laudo confirmando o comprometimento estrutural das edificações. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Alessandro Borges, a ausência de cobertura em grande parte das construções acelerou o processo de deterioração.

“Realizamos uma vistoria nesta edificação em dezembro do ano passado e constatamos que praticamente não existe mais cobertura de telhado em boa parte das construções. Além do risco de desabamento, há um cenário de insalubridade que afeta as pessoas que moram, trabalham e circulam na região”, explicou.

Morador da região há décadas, Paulo Molina relatou que o abandono do condomínio gera insegurança constante para quem vive nas proximidades.

“A principal preocupação é a periculosidade do local. Já vimos pessoas entrando para se esconder nas casas abandonadas. Muitos estudantes passam por aqui à noite, e isso gera medo. Além do risco de doenças, convivemos diariamente com a insegurança provocada pelo abandono desse imóvel.”

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal desta sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Uma nova ação fiscal integrada será realizada na próxima semana para a lavratura de autos de infração e a execução de medidas de intervenção no imóvel. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras participarão da operação para minimizar os impactos do abandono. Caso a limpeza da área seja executada pelo município, os custos das ações serão cobrados dos proprietários do imóvel.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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