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PSDB encolhe em Mato Grosso e legenda já vê cenário desfavorável para manter cadeira na Assembleia

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O PSDB atravessa um período de forte enfraquecimento em Mato Grosso. Depois de sucessivas perdas municipais, saída de lideranças e perda de espaço para siglas mais estruturadas, o partido chega ao ciclo eleitoral de 2026 com baixa representatividade e dúvidas sobre sua própria capacidade de permanecer na Assembleia Legislativa.

Nos últimos anos, a legenda perdeu capilaridade no interior, deixou de ocupar prefeituras estratégicas e viu seu quadro de vereadores diminuir. Essa redução compromete diretamente o desempenho eleitoral, já que o PSDB hoje não dispõe de uma rede sólida de apoios que sustente uma chapa proporcional competitiva.

Nesse cenário, a situação do deputado Carlos Avallone — único representante tucano na Assembleia — passa a ser observada com atenção. Mesmo com atuação conhecida em Cuiabá, ele deverá enfrentar uma das eleições mais desafiadoras de sua carreira. Sem a estrutura que o partido já teve no passado e com bases municipais enfraquecidas, a disputa para manter a cadeira se torna uma tarefa complexa.

Dirigentes admitem, reservadamente, que o PSDB enfrentará uma missão dura nas urnas. A combinação de pouca presença regional, poucas lideranças competitivas e perda de espaço político coloca a legenda em posição delicada. A leitura entre analistas é semelhante: para o partido, 2026 será um teste de sobrevivência.

Embora aliados avaliem que Avallone ainda tenha capital político, reconhecem que o ambiente eleitoral é mais adverso do que em pleitos anteriores. A sigla não dispõe hoje da mesma musculatura para mobilizar votos no interior, o que torna a corrida proporcional mais incerta. O risco de o PSDB ficar sem representação na próxima legislatura é considerado real.

O quadro evidencia uma transição difícil para um partido que já teve papel importante no Estado. Agora, para não desaparecer dos espaços de decisão, a legenda precisa reconectar-se às bases e encontrar caminhos para se reposicionar politicamente. A disputa de 2026, no entanto, se desenha como uma das mais desafiadoras da história recente dos tucanos em Mato Grosso.

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OAB-MT participa de Audiência Pública para debater a Lei do Combate ao Crime Organizado

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Foto da Notícia: OAB-MT participa de Audiência Pública para debater a Lei do Combate ao Crime Organizado

img“A legislação trata o crime organizado e as facções como um fenômeno jurídico, mas para nós avançarmos na discussão, precisamos tratar também como um fenômeno social, um fenômeno político, um fenômeno econômico, porque nós sabemos que as leis, embora sejam muito importantes, elas não são suficientes para trabalhar todos os problemas sociais existentes”, pontuou Giovane Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), durante a Audiência Pública A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a OAB-MT, nesta sexta-feira (12).

 

imgO vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, foi um dos debatedores do painel Expansão do conceito de “domínio social estruturado”, que teve o desembargador Wesley Sanchez Lacerda como expositor. O domínio social estruturado foi uma das inovações trazidas pela Lei n. 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil.

 

“Foi uma grande honra para a OAB Mato Grosso participar de uma audiência pública de tamanha relevância, de tamanha importância, não só no estado de Mato Grosso, mas para todo o Brasil. Debatemos uma lei que surge em razão da necessidade de enfrentarmos de uma forma mais rígida, de uma forma mais avançada as organizações criminosas”, afirmou Santin.

 

imgNa sequência da programação, foram realizados outros dois painéis. No painel Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas, o mediador foi o conselheiro estadual da OAB-MT Douglas Ibarra e o expositor foi o promotor de Justiça Renee do Ó Souza. Em seguida, o advogado Stalyn Paniago, ex-conselheiro federal da OAB-MT, foi um dos debatedores do painel Ampliação de poderes investigativos e flexibilização de garantias processuais, que teve como expositora a juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni.

 

 

Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT

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