Várzea Grande
Várzea Grande registra queda histórica com projeto “VG sem Queimadas”
Várzea Grande
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso apresentou, na tarde desta quinta-feira (18.12), à prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), o Relatório da Temporada de Incêndios Florestais 2025, resultado direto do projeto “VG Sem Queimadas”, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal. Os dados confirmam uma redução recorde dos focos de calor no município e reforçam a eficácia da atuação integrada entre as instituições.
A reunião ocorreu no Paço Municipal e reuniu autoridades do Corpo de Bombeiros, gestores municipais e representantes da área ambiental. O balanço mostra que, enquanto em novembro de 2023 o Estado registrou mais de 3.100 focos de incêndio, em novembro de 2025 esse número, caiu para 275. Em março de 2024, foram mais de 1.800 focos, contra 429 em março de 2025.
A prefeita Flávia Moretti chamou a atenção para os impactos diretos na saúde e na qualidade de vida da população. “Foi nítida a melhoria da qualidade do ar, com menor concentração de fumaça e material particulado. Isso refletiu na redução de internações e no agravamento de doenças respiratórias, além de mais segurança viária e proteção ambiental para a cidade”, afirmou.
Em Várzea Grande, a redução também foi expressiva. Segundo o comandante do 2º Batalhão Bombeiro Militar, tenente-coronel Heitor Alves de Souza, foram registradas 331 ocorrências de queimadas urbanas, sendo 221 em áreas de vegetação e 110 em terrenos com lixo e entulho.
“Várzea Grande seguiu a tendência positiva do Estado, com uma série histórica de redução das queimadas. Intensificamos fiscalizações, ações educativas e trabalhamos fortemente na prevenção”, destacou o comandante.
Ele ressaltou ainda que a maior incidência dos incêndios em vegetação ocorreu aos finais de semana, principalmente aos sábados e domingos, no período vespertino, quando as temperaturas são mais elevadas.
Entre as principais ações que levaram à queda dos índices estão o monitoramento por satélite do INPE/BDQueimadas, o fortalecimento da fiscalização contra queimadas ilegais, campanhas educativas, ações locais e a implantação de um plano de manejo preventivo. O trabalho incluiu palestras em escolas, concurso de redações com cerca de 3 mil alunos, premiação dos vencedores e a realização do projeto “Um Dia de Bombeiro”.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destacou a estrutura disponibilizada pelo município. “Por meio do termo de cooperação com o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura de Várzea Grande disponibilizou oito brigadistas, duas viaturas tipo caminhonete, um caminhão-pipa, além do apoio da fiscalização ambiental. Essa união foi fundamental para os resultados alcançados”, afirmou.
Na fase de responsabilização, Bombeiros e Prefeitura realizaram a campanha “Lote Limpo”, em parceria com a 4ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, sob coordenação da promotora Michelle de Miranda Rezende Villela, com fiscalização e notificação de proprietários de lotes urbanos.
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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