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Corpo de Bombeiros faz rescaldo e contenção após incêndio em carreta que transportava defensivos agrícolas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foi acionado, na manhã desta segunda-feira (29.12), para atender a uma ocorrência de incêndio em uma carreta na rodovia MT-326, no município de Canarana (651 km de Cuiabá).

A equipe do 2º Pelotão Independente Bombeiro Militar (2º PIBM) foi acionada por volta das 8h45 para atender à ocorrência e prontamente se deslocou até o local indicado. Ao chegar, foi constatado que o incêndio já havia sido extinto com o auxílio de um caminhão-pipa, sendo realizado pelos militares o rescaldo e a verificação de possíveis focos remanescentes.

Conforme as informações colhidas no local, o fogo teve início na parte inferior da cabine do veículo, possivelmente em razão do calor do motor associado a vazamento de óleo ou combustível. O incêndio causou a perda total do cavalo mecânico e atingiu parte da carga localizada na porção frontal da carreta.

O veículo transportava defensivos agrícolas, classificados como produtos perigosos. Parte da carga situada na traseira permaneceu intacta, e como medida emergencial, foi realizada a contenção provisória da carga remanescente, que apresentava pequenos vazamentos, com o objetivo de reduzir riscos ambientais até a chegada da empresa especializada, bem como o acionamento do órgão ambiental responsável pela conferência.

A Polícia Militar prestou apoio durante a ocorrência, atuando no isolamento da área e no controle do tráfego na rodovia. Não houve registro de vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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