Várzea Grande
Diante de falhas na coleta de lixo, Prefeitura reforça fiscalização e anuncia até multa contra a empresa
Várzea Grande
Mesmo após recomendações do Ministério Público e decisões judiciais que mantêm, de forma provisória, a empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos em operação, a Prefeitura de Várzea Grande aponta falhas na execução do serviço e afirma estar adotando medidas administrativas rigorosas para garantir a regularização da coleta de lixo em toda a cidade, serviço exclusivo da contratada.
A situação tem provocado indignação entre moradores, que relatam acúmulo de resíduos em diversos bairros e o não cumprimento das rotas e dias previstos para a coleta. O problema ocorre em meio a um cenário de instabilidade contratual e judicial envolvendo a empresa prestadora, que segue atuando por força de decisão liminar, enquanto o Município recorre da manutenção do contrato.
O secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, afirma que a Prefeitura acompanha diariamente os relatórios apresentados pela empresa, mas pontua que os dados não refletem a realidade vivenciada pela população.
“A empresa encaminha os relatórios e o Município faz esse acompanhamento. No entanto, houve um aumento significativo na geração de resíduos neste período de fim de ano e, mesmo assim, a coleta não tem sido suficiente. O serviço não está sendo prestado com a eficiência necessária, e isso é perceptível em praticamente todas as regiões da cidade”, pontua Scarton.
Segundo o secretário, o cronograma contratual prevê que os bairros sejam atendidos ao menos três vezes por semana, o que não vem sendo cumprido de forma integral. Diante disso, a empresa tem sido notificada de maneira recorrente.
“As notificações são semanais e, em alguns casos, até diárias. A coleta está ocorrendo de forma parcial e não contempla 100% dos bairros previstos. Por isso, o Município já está adotando medidas mais duras, como a aplicação de sanções e multas, sempre respeitando o devido processo administrativo”, reforçou Scarton.
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O gestor também explicou que o cenário se agravou devido a um impasse jurídico envolvendo o encerramento do contrato e a substituição da empresa responsável pelo serviço, processo que acabou sendo interrompido por decisão judicial.
“Havia a previsão de encerramento do contrato no dia 31, com a entrada de uma nova empresa para assumir a coleta. No entanto, uma decisão judicial manteve a atual prestadora em operação. Mesmo assim, o Município recorreu dessa decisão, justamente porque o serviço não está sendo executado com a qualidade exigida”, explicou.
Apesar das dificuldades, a Prefeitura de Várzea Grande afirma que segue cumprindo as recomendações do Ministério Público e reforça o compromisso de adotar todas as medidas legais e administrativas necessárias para restabelecer a normalidade da coleta de resíduos no Município.
“O empenho da gestão é total. Não vamos tolerar que a população continue sendo prejudicada. A Prefeitura está fiscalizando, notificando e cobrando resultados concretos para que o serviço seja regularizado o mais rápido possível”, concluiu o secretário.
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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