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Companhia Raio prende dois homens com tabletes e porções de maconha

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Policiais militares da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio) do 1º Comando Regional prenderam dois homens, de 28 e 24 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta quinta-feira (8.1), em Cuiabá. Com a dupla, foram apreendidos dois tabletes e porções de substância análoga a maconha.

As equipes estavam em motopatrulhamento pelo bairro Dom Bosco e encontraram dois homens em suspeita, na frente de um conjunto de quitinetes, que jogaram um objeto para cima e tentaram fugir para o interior do imóvel ao verem as motos do Raio.

Diante da suspeita, os policiais seguiram a dupla e os abordaram já dentro de uma das casas. Os militares fizeram buscas ao objeto jogado pelos suspeitos e encontraram uma porção de maconha. Já dentro da casa, a equipe encontrou porções da mesma droga e outros objetos utilizados no tráfico e um equipamento para clonar chaves de veículos.

Em depoimento aos policiais, um dos suspeitos afirmou que seu irmão, que residia em uma quitinete vizinha, também venderia drogas com eles e que teria entorpecentes guardados na casa dele. Os militares se deslocaram ao imóvel e fizeram buscas, encontrando mais dois tabletes de maconha. O suspeito não foi localizado.

Os dois homens detidos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências.

Fonte: PM MT – MT

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Queda de avião em MT matou brasileiro e 2 paraguaios; PC apura tráfico internacional de drogas

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As investigações da Polícia Civil sobre a queda de uma aeronave, ocorrida em 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, apontam para a possível utilização do avião no tráfico internacional de drogas. O acidente matou três pessoas.

Entre os ocupantes estavam um brasileiro, que teria adquirido a aeronave há cerca de quatro meses, e dois paraguaios. A investigação apura a origem e o destino do voo, além das circunstâncias que podem indicar o envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

As diligências da Delegacia de Água Boa identificaram a aeronave como um Cessna 402. O avião havia sido apreendido anos atrás em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas e, posteriormente, vendido em leilão público pela Justiça.

Cerca de quatro meses antes do acidente, a aeronave foi adquirida pelo novo proprietário, que, segundo a investigação, tinha conhecimento de que o avião não estava habilitado para operar no Brasil. A aeronave também não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade.

Identificação dos ocupantes

O trabalho policial identificou os três ocupantes como um brasileiro e dois paraguaios. A partir da reconstituição do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os agentes chegaram aos familiares, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a identificação definitiva depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Rota internacional

As diligências indicam que a aeronave decolou de Goiânia sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. A análise do itinerário aponta como provável rota o deslocamento para países vizinhos, com possível destino à Venezuela. A hipótese foi reforçada por familiares dos passageiros, que relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que seguiria para o país.

Indícios de atividade ilícita

A análise dos elementos reunidos até o momento sustenta a hipótese de que a aeronave seria novamente utilizada em atividade ilícita, possivelmente relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Entre os pontos analisados estão as circunstâncias da aquisição do avião e a forma de pagamento, que ainda são apuradas pela investigação.

Levantamento  aponta que a aeronave teria sido adquirida por valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira não seria compatível com a negociação. O pagamento teria sido feito parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O veículo usado na negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas. Além disso, um dos ocupantes tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional.

Outro ponto considerado pela investigação é a decolagem sem documentação válida, autorização de voo ou plano de voo aprovado, circunstâncias que reforçam a hipótese de uma operação clandestina.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente aqueles relacionados à identificação técnica das vítimas. A Polícia Civil continua reunindo e analisando os elementos necessários para o completo esclarecimento dos fatos e das circunstâncias que envolveram o voo.

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