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Jornalista é agredido por esposa de vereador durante protesto contra a prefeita em VG

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O jornalista Américo Neponuceno, da TV Toninho de Souza, foi agredido na manhã desta quinta-feira (15) enquanto cobria um protesto contra a gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), em frente à Câmara Municipal. O episódio ocorreu em meio a uma manifestação de servidores públicos e representantes comunitários que cobravam melhorias urgentes nos serviços básicos do município e acabou expondo o clima de tensão e descontrole que marca a atual administração.

De acordo com boletim de ocorrência registrado na Central de Ocorrências, a agressão teria sido cometida por Mônica Piaia, esposa do vereador Wender Madureira (Republicanos), um dos parlamentares que apoiaram o ato. O jornalista relatou ter sido empurrado e atingido na mão e no rosto enquanto exercia sua atividade profissional. Apesar das agressões, Américo não realizou exame de corpo de delito até o momento.

O protesto reuniu servidores e lideranças comunitárias que denunciaram o colapso de serviços essenciais em Várzea Grande, como o abastecimento irregular de água, falhas na coleta de lixo e atrasos no pagamento de empresas terceirizadas. Cartazes, faixas e um trio elétrico foram usados para amplificar as críticas à prefeita, que não compareceu ao local nem enviou representantes para dialogar com os manifestantes.

A mobilização contou com o apoio dos vereadores Wender Madureira e Feitoza (PSB), e evidenciou crescente desgaste político da prefeita, alvo de protestos recorrentes desde o início da gestão. O episódio de agressão a um profissional da imprensa, ocorrido em um ato público contra o governo municipal, reforça as críticas à condução política da prefeita e levanta questionamentos sobre a tolerância e o respeito às instituições democráticas e à liberdade de imprensa em Várzea Grande.

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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