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Léo Lins é absolvido pelo TRF e tem condenação de 8 anos revertida

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O Tribunal Regional Federal (TRF) absolveu o humorista Léo Lins e reverteu a condenação a oito anos e três meses de prisão que havia contra ele após piadas preconceituosas feitas em um vídeo postado no canal do humorista no YouTube.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa do humorista, representada pelo advogado Carlos Eduardo Ramos, nesta segunda-feira (23). A Justiça cancelou a condenação que o obrigava a pagar R$ 303.600,00 como indenização por danos morais coletivos.

Dois magistrados votaram a favor de perdoar as acusações. No entanto, um terceiro juiz foi voto vencido; ele queria manter a condenação, mas diminuir a pena para cerca de 5 anos em regime semiaberto e reduzir o valor da indenização.

A defesa ainda informou que mais detalhes sobre a decisão serão divulgados após o Acórdão disponibilizado pelo Tribunal. Veja nota na íntegra: 

“Nós, equipe jurídica do humorista Léo Lins, estamos felizes com o resultado do julgamento de hoje que, na visão da defesa, refletiu o conteúdo do processo. Com esta decisão absolutória proferida pelo Tribunal Regional Federal 3, acreditamos estar novamente resguardada a liberdade artística e de expressão. Maiores detalhes sobre a decisão, precisamos ter acesso ao acórdão.”

Relembre condenação

Em 30 de maio de 2025, a 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo condenou o humorista a oito anos e três meses de prisão. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o vídeo com comentários que zombavam de diversas minorias chegou a marca de três milhões de visualizações.

Na decisão, a Justiça apontou como agravante o fato de as declarações terem sido feitas em um contexto de descontração, diversão ou recreação. “Ao longo do show, o réu admitiu o caráter preconceituoso de suas anedotas, demonstrou descaso com a possível reação das vítimas e afirmou estar ciente de que poderia enfrentar problemas judiciais devido ao teor das falas”, diz trecho.

No vídeo em questão, o humorista faz, durante um show, uma série de piadas contra negros, idosos, obesos, soropositivos, homossexuais, povos originários, nordestinos, evangélicos, judeus, além de pessoas com deficiência. Um ano após a postagem, em 2023, quando a Justiça determinou a suspensão do vídeo, o conteúdo já havia sido reproduzido mais de três milhões de vezes.

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Viva Maria homenageia o grande músico Benito di Paula

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Neste domingo, dia 18 de outubro, perdemos o amigo Benito di Paula, músico que vai deixar saudade. Em suas músicas, em prosa e verso, as mulheres foram sempre colocadas em primeiro lugar. E para homenageá-lo, o Viva Maria conversa com o produtor multimídia Ruy Godinho, autor de uma série muito interessante, chamada “Então foi assim?”, que é composta por três volumes, com curiosidades da criação musical e as histórias que inspiraram canções como “Maria Maria”, por exemplo. Rui Godinho fala desse projeto.

“Ei, Mara Régia, é sempre um prazer muito grande estar do seu lado e deixar respingar em mim a sua luz, a sua nobreza, o seu talento, as suas vibrações e a sua simpatia. Na verdade, a série de livros “Então foi assim?” conta com quatro volumes sequenciais e um volume dedicado exclusivamente à música dos compositores amapaenses e que estão disponíveis no site entaofoiassim.com.br.

Ele também fala da grande perda que foi a partida de Benito di Paula.

“Quero lamentar a partida deste importante músico e compositor carioca, que nasceu em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, em 1941, e faleceu agora no dia 18 de outubro de 2026 em São Paulo. O Benito deixou um legado maravilhoso de sambas memoráveis que tinham diferenciais que o tornaram único no cenário musical brasileiro. Porque, primeiro, ele tornou o piano o protagonista de sua arte. Enquanto o samba tradicional usa como referência o violão de 7 cordas, o cavaquinho e a percussão, Benito trouxe o piano para o centro do arranjo. Ele tocava o instrumento com batidas percussivas e sincopadas muito marcantes. Ele criou um gênero novo, na verdade, que a crítica e a imprensa apelidaram de “samba-jóia”, que tinha como alicerce o samba romântico. Outro diferencial era a interpretação vocal apaixonada, expressiva e romântica, que misturava o lírico da boemia e das casas da noite com o ritmo solto do morro”.

Benito di Paula foi campeão de vendas de discos e também fez carreira internacional com shows na Europa, na América Latina e até no Japão. E, dentre seus maiores sucessos, constam as inesquecíveis “Retalhos de Cetim”, “Charles Brown”, “Mulher Brasileira”, “Ah! Como eu amei”. Ruy Godinho destaca que Benito di Paula foi precursor do samba romântico, do pagode romântico, fenômeno dos anos de 1990

“Raça Negra, Só Pra Contrariar, Katinguelê beberam nessa fonte ao adotarem a temática amorosa aliada a arranjos harmônicos mais suaves”.

O produtor musical salienta como as músicas de Benito subvertem a figuração das mulheres no samba e as homenageia.

“As letras de samba sempre penalizavam as mulheres como a vilã, a maldosa, a vulgar, a ingrata, a da vida fácil, que faz o homem sofrer, etc. e etc. e etc. Quer dizer, muitos sambas falam mal da mulher, marginalizam a mulher. Aí o Benito veio e deu uma resposta definitiva, colocando a mulher brasileira em primeiro lugar. Olha que coisa linda!”


Fonte: EBC Cultura

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