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Paixão de Cristo de Nova Jerusalém segue com apresentações até domingo

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A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém segue com apresentações até este domingo de Páscoa, na cidade teatro que fica em Brejo da Madre de Deus, distante pouco menos de 200 quilômetros do Recife. São 57 anos de história e tradição, uma trajetória que já atraiu quase 4 milhões de pessoas e que este ano homenageia o legado do seu idealizador, Plínio Pacheco.

O enredo é conhecido de todos, mas a forma de contar a história se renova com efeitos especiais inéditos que aumentam a emoção de quem assiste. E uma das grandes novidades desta temporada acontece na cena mais aguardada pelo público, o momento em que Jesus sobe aos céus. Quem destaca os detalhes dessa inovação é o coordenador geral do espetáculo, Robson Pacheco:

“A cena da Ascensão, que está encantando a todos que já vieram e que estão vindo à Paixão de Cristo… o Jesus subindo aos céus e desaparecendo entre as nuvens… e está dando, assim, muita emoção ao espetáculo, e as pessoas estão extasiadas pela beleza cênica”, conta.

E para dar vida a tudo isso, a estrutura é de impressionar: são nove palcos monumentais e um elenco de 450 pessoas, entre atores e figurantes. No meio dessa multidão, o público encontra rostos conhecidos.

*Com trabalhos técnicos de Guilherme Ribeiro


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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