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Prefeitura de Sinop oferta atendimentos de neuropediatria no NAE
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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, oferece atendimentos gratuitos com neuropediatra no Núcleo Avançado de Especialidades (NAE). Com essa iniciativa, o município avança significativamente no atendimento de casos de média e alta complexidade, principalmente nessa especialidade médica de alta demanda e na qual a população enfrenta dificuldade de acesso, até mesmo na rede privada de saúde.
O secretário de Saúde, Erico Stevan, destacou o benefício de ter esse atendimento pela rede pública em Sinop. “É um pedido do prefeito Roberto Dorner e do vice Paulinho a humanização do atendimento. Pacientes tinham que ir para Cuiabá e, ainda assim, muitas vezes não conseguiam neuropediatra. A gente sabe que até mesmo na rede particular está difícil, mas Sinop sai na frente. Montamos o NAE, onde trouxemos neuropediatria e várias especialidades de alta complexidade, que estão atendendo aqui em Sinop”, enfatizou.
Somente no mês de março, foram 195 atendimentos realizados por neuropediatra no NAE. De acordo com a equipe de atendimento, são aproximadamente 25 atendimentos diários com esse especialista, a partir de pacientes encaminhados pelo setor de Regulação.
Ana Crysthyna, mãe de Erick (9 anos), que é paciente no espectro autista, esperava esse atendimento para seu filho há dois anos e falou sobre a qualidade do atendimento. “Agora estamos com a facilidade de ter um médico neuropediatra aqui para a gente, porque normalmente demorava muito para ter. Tem uma consulta que há mais de dois anos eu estava esperando e, graças a Deus, já saiu. Foi ótimo, achei muito bom o atendimento dele e acredito que os medicamentos que ele passou vão ajudar muito”, comemorou.
O neuropediatra, Dr. Saul Didmar, falou sobre as principais demandas que tem recebido no consultório durante os atendimentos em Sinop. “O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um dos que têm maior frequência, não só aqui, mas no mundo inteiro, pois a população está mais ciente, as escolas estão encaminhando e as mães procuram atenção. O autismo sempre existiu, mas agora estamos conseguindo diagnosticar e eles têm suporte. Depois vêm os transtornos por déficit de atenção, que também são muito frequentes por encaminhamento das escolas e procura das mães”, relatou.
Ainda segundo o médico, não há diferenciação na qualidade do seu atendimento no particular para o setor público, e assim deve ser. “O atendimento tem que ser humanizado. O paciente da rede pública merece um atendimento de qualidade, então por que ter diferença entre consulta particular e pública? O que estamos vendo aqui é a entrega de um atendimento de altíssima qualidade, mesmo de forma pública”, concluiu.
Mais especialidades médicas
Além da neuropediatria, o NAE oferece atendimentos de outras especialidades médicas, todas no âmbito da média e alta complexidade: dermatologia, fonoaudiologia, neurologia, nutrição, oftalmologia, oncologia, ortopedia, psicologia e psiquiatria.
Esses atendimentos no NAE são possibilitados pela contratação da Prefeitura de Sinop, via Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, de médicos especialistas de várias regiões do Brasil.
Somando todas essas especialidades, em março o NAE realizou 1.053 atendimentos eletivos. “Sinop cresce a cada dia, é polo na região norte de Mato Grosso, e a gente precisa trazer esse serviço especializado para Sinop. Isso foi uma virada de chave no governo Dorner, em que a humanização da saúde é prioridade”, avaliou o secretário de Saúde.
Além do NAE, Erico lembrou outras iniciativas da Prefeitura de Sinop. “Temos também o novo CEM [Centro de Especialidades Médicas] e o serviço que nós compramos aqui em Sinop, em que o paciente do SUS [Sistema Único de Saúde] é atendido em clínicas particulares, em vários tipos de serviços”, acrescentou Stevan.
Sinop
Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).
Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.
Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.
Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.
Cooperação científica
Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.
Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.
Último dia da programação
A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.
Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.
Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.
Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.
Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.
A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.
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